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Produção de veículo é recorde em 2013

Anfavea também confirma que a venda de veículos foi a menor em 10 anos

A produção de veículos subiu 9,9% em 2013 e bateu recorde, chegando a 3,74 milhões de unidades, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgados nesta terça-feira. Em dezembro, porém, houve queda de 18,6% sobre novembro e 12,1% sobre dezembro de 2012, a 235,9 mil unidades. ​

Em termos de vendas, nem mesmo os benefícios governamentais para o setor ajudaram o comércio de veículos novos no ano passado. Segundo a Anfavea, houve queda de 0,9% nas vendas em 2013 ante 2012 – a primeira em 10 anos. Foram comercializadas 3,77 milhões de unidades no período. Em dezembro, a comercialização subiu 16,8% sobre novembro, mas caiu 1,5% ante igual mês de 2012 – 353,8 mil unidades foram vendidas.

Em setembro, o setor já havia reduzido suas estimativas de crescimento de licenciamentos, passando-as de 4,5% para o intervalo de 1 a 2% em 2013. Na época, o presidente da Anfavea, Luiz Moan, citou fatores como o lento crescimento da economia, redução na oferta de crédito e perspectivas de novos aumentos nos juros para justificar a mudança de cenário.

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Tributos

Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), feito com exclusividade para o site de VEJA, o governo perdeu 30% (de 6,9 bilhões para 4,8 bilhões de reais) em arrecadação de IPI entre 2008 e 2013. Porém, os impostos PIS e Cofins tiveram sua receita ampliada em 60% em igual intervalo (de 5,1 bilhões para 8,3 bilhões de reais).

Isso ocorre porque o primeiro tributo incide sobre a venda do veículo, enquanto o segundo, sobre a produção. Assim, conforme mais carros forem fabricados no país, maior será o recolhimento do PIS/Cofins. Tal aumento compensou as ocasiões em que a alíquota do IPI foi zerada. O IPI representa, em média, 5% do valor final do carro. Já a arrecadação com PIS/Cofins equivale a 13%.

Para este ano, as montadoras também serão obrigadas a produzir carros obrigatoriamente com airbag e freios ABS, conforme definido no fim do ano passado. Segundo o Ministério da Fazenda, os itens devem tornar os carros brasileiros de 1 000 a 1 500 reais mais caros.

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(com agência Reuters)