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Produção de ferro e cobre da Anglo aumenta, foco no Minas-Rio

LONDRES, 19 Abr (Reuters) – A mineradora Anglo American relatou nesta quinta-feira um salto na produção de minério de ferro e cobre no primeiro trimestre, antes de uma reunião de acionistas, onde é provável que enfrente questões sobre batalhas legais envolvendo a Codelco no Chile e um projeto-chave no Brasil.

A produção minério de ferro, um elemento importante na estratégia de crescimento da mineradora, aumentou 17 por cento, para 11,7 milhões de toneladas nos três meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado, quando fortes chuvas no hemisfério sul dificultaram os embarques.

Em comparação ao trimestre anterior, porém, a produção de minério da Anglo recuou 6 por cento, em linha com quedas similares relatadas com as concorrentes BHP Biliton e Rio Tinto no início desta semana.

A produção de cobre, que representa cerca de um terço do lucro da Anglo, cresceu 21 por cento, para 168,4 mil toneladas, impulsionada pela expansão de sua mina Los Bronces no Chile. O crescimento poderia ter sido maior não fossem as paradas e graus mais baixos na mina Collahuase, também no Chile.

Investidores na reunião desta quinta-feira devem se concentrar em uma batalha legal com a Codelco no Chile e no Minas-Rio, maior projeto de crescimento da Anglo, de 6 bilhões de dólares, uma operação de minério de ferro no Brasil, onde as licenças continuam a ser uma preocupação.

Duas decisões do Tribunal de Justiça de Minas Gerais após uma liminar concedida pela Justiça de Conceição de Mato Dentro, onde está sendo erguido o projeto Minas-Rio, impedem que a mineradora inicie a abertura da mina de minério de ferro, informaram à Reuters o órgão e própria mineradora.

A mineradora está impedida de iniciar novas obras no local, o que inclui a supressão de vegetação, realização de terraplanagem e retirada do solo para a abertura da mina, procedimento previsto pela empresa para este mês de abril.

Em outra ação movida pelo MP, a Anglo teve suspensa a licença ambiental de instalação para implantação de uma linha de transmissão de energia elétrica no projeto.

Os acionistas podem também interrogar Anglo sobre o seu futuro. “A empresa tem sido repetidamente apontada como um alvo potencial para Glencore-Xstrata, depois de o comerciante de commodities e a mineradora completarem sua fusão ainda este ano.

(Reportagem de Sarah Young, com reportagem adicional de Sabrina Lorenzi, no Rio de Janeiro)