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Procura por crédito aumenta 13,7% no primeiro semestre

Apesar de ainda ser um crescimento grande, dados da Serasa Experian apontam leve desaceleração no primeiro semestre de 2011 em relação ao período anterior, por conta de medidas macroprudenciais do governo

Por Da Redação 8 jul 2011, 11h05

Os consumidores de baixa renda, com salário de até 500 reais por mês, são os que mais pediram crédito, com uma expansão registrada de 38,4%

A quantidade de pessoas à procura de crédito cresceu 13,7% no primeiro semestre de 2011 em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com informações do Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito.

O ritmo de crescimento foi ligeiramente menor que o verificado nos semestres anteriores, quando os índices ficaram em 16,6% (primeiro semestre de 2010) e 16,2% (segundo semestre de 2010). A pesquisa interpreta o dado como indício de desaceleração na procura por crédito na primeira metade deste ano.

Considerando-se apenas o mês de junho, houve queda de 3% na busca do consumidor por crédito em relação ao mês de maio e elevação de 21,0% frente ao mesmo mês do ano passado.

“A desaceleração da demanda do consumidor por crédito exibida durante o primeiro semestre de 2011 parece ter ficado aquém do esperado face à sequência de elevação dos juros e à adoção das medidas macroprudenciais”, de acordo com economistas do Serasa.

Para eles, esta configuração ainda deverá ocasionar elevações adicionais da taxa básica de juros Selic por parte do Banco Central neste segundo semestre, com o objetivo de conter ainda mais a demanda agregada e, desta forma, contribuir para a convergência da trajetória da inflação corrente à sua meta.

Divisão por grupos – Os consumidores de baixa renda, com salário de até 500 reais por mês, são os que mais pediram crédito, com uma expansão registrada de 38,4%. Em segundo lugar estão os que ganham entre 5.000 reais e 10.000 reais por mês, com alta de 19,2%. E o menor ritmo de crescimento da demanda por crédito veio entre os que estão com o salário na faixa entre 1.000 reais e 2.000 reais por mês, com um aumento de 7,2%.

Já por região, o Nordeste fica em primeiro com crescimento de 17,1%, seguido das regiões Norte (14,2%), Sudeste (13,3%), Centro Oeste (13%) e Sul (11.9%).

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