Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Procter & Gamble estuda vender marca Duracell

Para reduzir custos, multinacional avalia se desfazer de até 100 marcas com vendas fracas

Por Da Redação Atualizado em 30 jul 2020, 21h52 - Publicado em 18 ago 2014, 18h01

A Procter & Gamble (P&G) está avaliando a venda de até 100 de suas marcas que têm tido desempenho fraco, entre elas a Duracell, de pilhas, e Braun, de barbeadores. Segundo fontes da Reuters, o trabalho de avaliação do potencial de venda das marcas é feito com consultores, incluindo o banco americano Goldman Sachs.

No início do mês, a companhia disse que considerava a venda de mais da metade de seu portfólio, especialmente entre aqueles produtos que registraram queda nas vendas nos últimos três anos. A empresa tenta, assim, retomar o crescimento e reduzir custos. A expectativa é de que, combinadas, as marcas em avaliação rendam cerca de 900 milhões de dólares em lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês). Ao vendê-las, a P&G terá um baque em seu resultado, mas poderá compensar as perdas com extenso corte de gastos.

Leia também:

Procter & Gamble lucra US$ 2,61 bilhões no 1º trimestre

Anvisa proíbe venda de lote da água São Lourenço, da Nestlé

A P&G ainda não indicou, oficialmente, nenhuma marca que planeja vender, mas o presidente-executivo, Alan George Lafley, disse que a empresa vai focar em apenas 70 a 80 de suas maiores marcas, incluindo as fraldas Pampers e o detergente Tide. Os carros-chefes da companhia respondem por 90% das vendas anuais da P&G, de 83 bilhões de dólares, e mais de 95% do lucro. Fazem parte ainda de seu portfólio Always, Gillette, Head & Shoulders, Koleston, Mach3, Oral-B e Pantene.

(Com agência Reuters)

Continua após a publicidade
Publicidade