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Problemas no clima afetam resultado do PIB trimestral

Seca no Nordeste e excesso de chuva no Norte prejudicaram lavouras de grãos, o que trouxe impacto negativo para a economia brasileira

Por Anna Carolina Rodrigues 1 jun 2012, 17h21

Problemas climáticos foram a principal causa para a queda de 7,3% no Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio no trimestre. O mau desempenho do setor foi o principal fator a puxar para baixo o PIB do país entre janeiro e março, anunciado nesta sexta-feira, que avançou apenas 0,2% ante o último trimestre de 2011 – resultado que ficou abaixo do esperado por analistas de mercado.

Apesar de as estimativas de área a ser cultivada apontarem expansão de 3,6% na safra de 2011/2012 em comparação com a safra anterior – de 49,87 milhões de hectares para 51,68 milhões de hectares -, problemas de clima em todo o Brasil têm prejudicado as colheitas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Ministério da Agricultura. O feijão de primeira safra, por exemplo, que tem impacto na produção agrícola do 1º trimestre, sofreu queda de 23% sobre a safra anterior. No caso do arroz, a redução será de 13% no ano. Já o grão que tem maior peso, a soja, terá queda de 11,5% neste safra.

Nos próximos dias, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará relatório com a estimativa mensal da produção agrícola. A expectativa dos analistas ouvidos por VEJA é que a produção continue em queda. “A expectativa é de que tudo deva piorar. O Nordeste está com uma seca histórica. Em alguns lugares não vai haver sequer comemoração da Festa de São João. Além disso, a Região Norte está alagada”, afirma Amaryllis Romano, analista de agronegócio da consultoria Tendências. “Essas regiões possuem outras lavouras, como mandioca, mamona, entre outros, que são produtos que individualmente não têm relevância, mas que têm impacto se somados. As quebras nessas lavouras têm sido espantosas”, avalia.

Para a analista, é importante destacar que a perspectiva não é positiva também por conta da cana-de-açúcar, cuja safra na região Centro-Sul apresenta problemas. Em relação ao ano passado, a queda prevista para maio fica em torno de 38%. Essa é uma cultura que tem peso no PIB do segundo trimestre.

Preços – Nos últimos três anos, o mundo vinha enfrentando problemas relativos ao clima e o Brasil aproveitou a ‘janela de oportunidade’, pois as condições aqui iam bem. Este ano marcou uma inflexão deste cenário.

Com problemas na produção e a manutenção da demanda, é possível observar aumento nos preços. No caso do açúcar, por exemplo, as cotações poderiam ter diminuído devido à projeção de aumento da oferta internacional. No mercado doméstico, contudo, isso não aconteceu por conta da queda na produção.

O feijão, apesar de ter três safras por ano, também viu seu preço subir entre janeiro e março, visto que as próximas safras deverão ser afetadas pela seca no Nordeste. Em março, a média de preços do feijão foi 44% superior à observada em dezembro. Em abril, os valores atingiram o pico, com elevações em torno de 75% dependendo do tipo do feijao também em relação a dezembro. Já na comparação dos preços observados em maio deste ano com igual período do ano passado, o aumento é de 113%.

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