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Problemas do leilão de energia A-3 não continuarão no A-5–EPE

BRASÍLIA (Reuters) – O adiamento do leilão de energia para entrega em 2015 (A-3), causado pela baixa demanda apresentada pelas distribuidoras, não deve se repetir com o leilão A-5 (com entrega em 2017), disse nesta segunda-feira o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.

O próximo leilão A-5 está marcado para 26 de abril. Já o A-3 foi adiado na semana passada de 22 de março para 28 de junho, para que as distribuidoras – compradoras na licitação – possam reavaliar suas expectativas de demanda.

Segundo Tolmasquim, o leilão A-5 não deverá enfrentar o mesmo problema de baixa demanda porque ainda não houve ofertas de contratos de energia para 2017.

“Para 2017 é uma demanda nova. Já no caso de 2015, houve anteriormente um leilão de venda de energia”, disse, referindo-se ao leilão A-5 de 2010, que atendeu ao consumo declarado para 2015.

Tolmasquim lembrou que o leilão A-3 é feito para completar a demanda que o leilão A-5 não cobriu dois anos antes. No caso de 2015, porém, não está havendo, por enquanto, essa diferença.

Além da demanda menor, Tolmasquim lembrou que 2015 terá um importante aumento da oferta, com a entrada em operação, no sistema, de diversas turbinas das usinas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira (RO), e de Belo Monte, no rio Xingu (PA).

Tolmasquim falou com jornalistas ao chegar à sede do Ministério de Minas e Energia para participar de reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).

(Reportagem de Leonardo Goy)