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Principais fundos de hedge dos EUA querem investidor brasileiro

Por Da Redação - 10 fev 2012, 20h20

Por Svea Herbst-Bayliss

BOSTON, 10 Fev (Reuters) – Dois dos principais fundos de hedge da América do Norte estão vindo ao Brasil no mês que vem para fazer contatos e eventualmente negócios.

A Paulson & Co e Capital Advisors, nomes tradicionais no seleto mercado dos fundos de hedge, que movimenta 2 trilhões de dólares, vai enviar executivos para o Fórum Brasil de Fundos de Hedge, nos dias 6 e 7 de março, no Rio, segundo fontes setoriais e organizadores do evento.

Com uma carteira de cerca de 24 bilhões de dólares, a Paulson está entre os maiores fundos de hedge do mundo, enquanto a SAC, com 14 bilhões, é admirada por oferecer um dos retornos mais expressivos e sólidos do mercado nas últimas décadas.

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A presença deles no Rio mostra como até os mais reluzentes operadores do mercado estão tendo de se virar para conseguir o dinheiro de investidores nervosos, que desejam a garantia de bons dividendos, sem surpresas desagradáveis. E, ao mesmo tempo, mostra também como o Brasil é hoje uma oportunidade extremamente atraente para investidores, segundo especialistas.

Nos Estados Unidos, a SAC e a Paulson são conhecidas por atenderem poucos e exclusivos clientes. Receber o executivo-chefe de um desses fundos -para não falar de ambos- é uma glória para qualquer organizador de conferências.

Só a hospedagem no Copacabana Palace, de frente para o mar carioca, já seria um bom motivo para visitar o Rio, mas os gestores claramente têm outros interesses em vista.

“Nesse momento, o Brasil está muito quente”, disse Anand Raghuraman, sócio do Boston Consulting Group, importante consultoria de estratégia empresarial. “O Brasil tem uma história de crescimento com bons fundamentos.”

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Oferecendo crescimento expressivo, inflação relativamente baixa e oportunidades muito atraentes para investimentos em recursos naturais, o Brasil tem também um crescente número de investidores ricos, que poderiam confiar suas fortunas pessoais a esses fundos.

Para quem está em Nova York, chegar ao Rio e a outras cidades brasileiras é também relativamente mais rápido e indolor do que visitar outras potências emergentes do outro lado do mundo, como Índia e China.

“Se a conferência é feita por um grupo bem conhecido, você vai fazer alguns contatos valiosos por lá, e verá gestores de fundos dos EUA e do Brasil no evento”, disse Richard Wilson, consultor do setor de fundos de hedge.

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