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Previdência: campanha do governo ataca vantagens de servidores

Os novos vídeos usam o slogan "Reforma da Previdência. Contra os privilégios, a favor da igualdade"

governo federal estreará na próxima semana uma nova campanha de vídeos nas redes sociais em defesa da reforma da Previdência com foco no que chama de privilégios do setor público e a diferença no teto das aposentadorias de servidores e aposentados pela iniciativa privada.

Em um dos vídeos, são comparados dois personagens de 60 anos, com o mesmo nome e a mesma profissão, ambos advogados. Um, diz o locutor, já está aposentado, enquanto o outro ainda terá que esperar cinco anos. Um, “alto funcionário público”, se aposentou com salário integral de 35.000 reais, enquanto o da iniciativa privada terá o teto da Previdência, de 5.645 reais.

Um segundo vídeo imita uma conhecida propaganda de um posto de combustíveis. Uma mulher para o carro e pergunta a um homem na beira da estrada onde se encontra “gente se aposentando com 30.000 reais”, ou “aposentados com 50 anos”, e ouve como resposta: “no posto da Previdência”. Mas quando pergunta onde encontrar uma Previdência justa, a resposta é “aí só com a reforma da Previdência”.

O governo identificou em pesquisas recentes que, apesar de a maioria da população ainda não ser favorável à reforma, uma boa parte defende igualdade de regras entre a iniciativa privada e o serviço público, e tem batido no que chama de “privilégios”.

Os novos vídeos, que serão divulgados nas redes sociais a partir da próxima semana, usam o slogan “Reforma da Previdência. Contra os privilégios, a favor da igualdade”.

A reforma, no entanto, mexe apenas com a idade mínima de aposentadoria, que passaria a ser a mesma da iniciativa privada, de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, já que desde 2013 os servidores se aposentam pelo teto do regime geral da Previdência.

Neste ano foi criado o fundo de previdência complementar dos servidores, para o qual quem entrou depois desse ano tem que contribuir para garantir a aposentadoria acima do teto. A reforma não mexe em quem entrou antes desse período.

Ainda assim, o governo aposta no destaque das diferenças entre servidores e iniciativa privada para conseguir uma boa vontade da população com as mudanças, que poderia se refletir entre os deputados.

A estratégia do governo de antagonizar os servidores públicos, no entanto, não tem agradado a alguns deputados. Na quinta-feira, o vice-líder do governo, Rogério Rosso (PSD-DF) – que tem sua base entre servidores públicos — apresentou ao presidente Michel Temer algumas propostas para estender o período de transição para idade mínima dos servidores e tentar facilitar a aprovação.

Rosso, no entanto, criticou a estratégia do governo. “Fiz apelo para o governo parar de generalizar que todos os servidores são privilegiados, isso não é verdade”, disse Rosso. “Falei dessa campanha de colocar brasileiro contra brasileiro”.

O governo quer colocar a reforma da Previdência em votação este mês. No entanto, a contagem mais otimista aponta apenas 270 votos favoráveis, quando são necessários no mínimo 308.

Comentários

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  1. O nosso presidente Bolsonaro deveria demitir todos os funcionários e vender todas as estatais, assim vamos ter dinheiro para a igreja evangélica no Brasil para propagar a apalvra dos nossos pastores.

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  2. Johnny Bravo

    O desespero já está batendo… Pra dar esse meio tiro no pé…
    São privilégios SIM. Muda pouco se a aposentadoria for atrasada para a mesma faixa etária do resto da população, mas se não houver redução de valores, não muda muito…
    Direitos iguais para todos!

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  3. Francisco Lemos

    Aproveita e fala das mordomias de politicos inuteis e corruptos. Pagamos os politicos mais caros do planeta.

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  4. georgekihoma

    Eu aceito receber o teto do INSS. Só quero que o governo me devolva o que paguei a mais nos últimos 11 anos. E tem que devolver reajustado.

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  5. georgekihoma

    Para quem não sabe, servidor público regido pela RJU paga 11% sobre o salário bruto. Quem contribui pelo teto do INSS paga 11% do valor do teto, que hoje dá R$ 5.645,80. Ora, nessa situação 2 cidadãos que ganham R$ 10.000,00, sendo 1 servidor e 1 não servidor, o servidor paga R$ 1.100,00 enquanto o não servidor paga R$ 621,00. Isso só faz sentido porque quem paga mais tem direito a receber mais depois.

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  6. ADRIANOVIAJANTE007

    Quadrilha no planalto que joga a conta para os trabalhadores, querem o dinheiro para mais desvios estes bandidos

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  7. ADRIANOVIAJANTE007

    Temer é sua gangue que se apossar do dinheiro da previdência.

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