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Prévia da inflação é a menor para fevereiro desde 2012

O grupo Educação foi o principal responsável pelo resultado do indicador, refletindo os reajustes praticados no início do ano letivo

Por Da redação - Atualizado em 22 fev 2017, 11h43 - Publicado em 22 fev 2017, 11h25

A prévia da inflação oficial do Brasil mostrou maior pressão do que o esperado em fevereiro, mas ainda assim atingiu o menor nível para o mês em cinco anos e se aproximou de 5% em 12 meses, dando munição para que o Banco Central continue reduzindo de maneira agressiva a taxa básica de juros.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,54%, acelerando sobre a alta de 0,31% do primeiro mês do ano num movimento sazonal provocado pelos preços de educação, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

No acumulado em 12 meses até fevereiro, o IPCA-15 subiu 5,02%, contra 5,94% em janeiro e ainda mais perto do centro da meta oficial –4,5%  pelo IPCA, com tolerância de 1,5%. É o menor nível desde junho de 2012, quando o IPCA-15 marcou 5%.

Os resultados ficaram um pouco acima da expectativa em pesquisa da Reuters, com alta de 0,50% no mês e de 4,99% em 12 meses.

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Após o fechamento dos mercados nesta sessão, o BC divulga sua decisão sobre a Selic. O resultado do IPCA-15 reforça a visão em pesquisa Reuters de redução de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros, o que a levaria a 12,25% ao ano, menor nível em dois anos.

O IBGE explicou que em fevereiro o grupo Educação foi o principal responsável pelo resultado do indicador após acelerar a alta a 5,17%, sobre 0,18% em janeiro. Com isso, o impacto foi de 0,24 ponto percentual no índice todo.

“A alta no grupo Educação reflete os reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo, em especial os aumentos nas mensalidades dos cursos regulares”, explicou o IBGE em nota, informando que os preços dos cursos regulares aumentaram 6,94%, maior impacto individual (0,21 p.p.) no IPCA-15.

As tarifas de ônibus urbanos e intermunicipais, com altas respectivas de 3,24 e 3,84%, também ajudaram a pressionar o resultado do IPCA-15 neste mês.

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Com isso, a inflação de serviços acelerou a 1,01% neste mês, contra 0,31 em janeiro, segundo o economista-sênior do banco Haitong, Flávio Serrano. Já a medida considerada pelo BC acelerou a alta a 0,49%, frente a 0,39% no período.

“A questão é que temos o IPCA convergindo para 4,5%, e o BC tem espaço para flexibilizar e levar a taxa de juros para mais perto da neutralidade”, disse ele, acrescentado que a partir de abril existe a possibilidade de o BC acelerar o passo e reduzir a Selic em 1 ponto.

Na outra ponta, mostrou o IBGE, os preços no grupo Vestuário recuaram 0,31% em fevereiro, ampliando a queda de 0,18% no mês anterior. Os preços de Alimentação e bebidas também caíram neste mês (-0,07%), depois de subirem 0,28% em janeiro, com destaque para o feijão-carioca (-14,68%) e a batata-inglesa (-7,63%).

A recessão econômica com desemprego ainda alto no país já levaram os economistas consultados na pesquisa Focus do BC a ver a inflação abaixo do centro da meta este ano.

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A expectativa no levantamento mais recente é de alta do IPCA de 4,43%, com a Selic a 9,5%.

(Com agência Reuters)

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