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Prévia da inflação desacelera para 0,07% em julho

Queda do IPCA-15 já era prevista pelo mercado por questões sazonais

Por Da Redação - 19 jul 2013, 09h26

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial do país, caiu para 0,07% em julho ante 0,38% no mês anterior. Os dados foram divulgados na manhã desta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em julho de 2012, a inflação estava em 0,33%. Com o resultado, o IPCA-15 de 12 meses ficou em 6,40%, pouco abaixo do teto da meta do governo, de 6,5%.

Uma desaceleração já era prevista por economistas, por questões sazonais. Analistas do Bradesco apostavam em alta de 0,08% do IPCA-15. Para a inflação mensal, o Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, acredita em alta de 0,2% do IPCA cheio. Já o chamado Top-5, grupo de cinco economistas que mais acertam as previsões, acreditava em alta de 0,23%. Em discurso durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), a presidente Dilma Rousseff tentou usar esse fator como um dado positivo para acalmar os nervos do mercado diante do cenário econômico.

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O IPCA-15 mostrou desaceleração na maioria dos grupos de produtos e serviços que compõem o índice. Apenas três apresentaram crescimento de junho para julho: habitação (que passou de 0,57% em junho para 0,60% em julho), despesas pessoais (de 0,37% em junho para 1,08% em julho) e comunicação (de 0,12% para 0,15%).

Os grupos alimentação e bebidas (de 0,27% em junho para -0,18% em julho) e transportes (de 0,10% para -0,55%) foram os principais responsáveis pelo recuo do IPCA-15. Nos alimentos, das onze regiões pesquisadas, somente a de Curitiba deixou de mostrar deflação, apresentando 0,14% de alta. As demais mostraram resultados entre -0,93% (Goiânia) e -0,04% (São Paulo).

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Alimentos – A queda foi generalizada no item. O tomate, que já foi um dos grandes vilões da alta do preço, ficou 16,78% mais barato. Os preços do feijão carioca e do óleo de soja também ficaram menores, com queda de 3,86% e 3,13%, respectivamente.

Regiões – Entre as regiões metropolitanas pesquisadas, Fortaleza foi a que mais teve aceleração no IPCA-15 (0,29%) por causa, principalmente, da alta das tarifas de água e esgoto (5,20%), além da alta nos preços da gasolina (2,19%) e do etanol (0,28%). O menor índice foi registrado em Goiânia (-0,35%), influenciado pela queda de 7,53% nos preços das passagens dos ônibus urbanos, que tiveram redução de 10% a partir de 13 de junho.

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