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Prévia da inflação desacelera em maio, mas acumula 12,20% em 12 meses

Conta de luz sem cobrança extra ajudou a segurar o indicador, que ficou em 0,59% no mês; a exceção do grupo habitação, todos os outros registraram alta

Por da Redação Atualizado em 24 Maio 2022, 09h18 - Publicado em 24 Maio 2022, 09h15

A alta geral nos preços vem tirando o sono e o poder de compra do brasileiro, porém, no mês de maio, essa pressão vem um pouco menor. Segundo dados divulgados nesta terça-feira, 24, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a prévia da inflação ficou em 0,59%, abaixo dos 1,73% registrados no mês anterior. O resultado capta o impacto do fim da cobrança extra na conta de luz. Porém, não há muito o que se comemorar. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 está em 12,20%, mais que o dobro do limite da meta do ano, de 5%.

Segundo o IBGE, todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram aumento nos preços, exceto habitação (-3,85%), influenciado pela queda de 14,09% na energia elétrica. Em abril, passou a vigorar a bandeira verde no lugar da bandeira escassez hídrica, que adicionava 14 reais na cobrança da conta a cada 100 kW/h consumido.  O IPCA-15 mede a variação de preços nas primeiras duas semanas do mês de referência e as duas últimas do mês anterior. 

O  maior impacto positivo no resultado do IPCA-15 no mês de maio foi do grupo dos Transportes, que registrou alta de 1,80%. O resultado apresenta desaceleração em relação a abril (3,43%). A maior contribuição para o grupo veio do item passagens aéreas (18,40%), cujos preços subiram pelo segundo mês consecutivo (em abril, a alta foi de 9,43%). Os combustíveis (2,05%) também seguem em alta, embora a variação tenha sido inferior à registrada no mês anterior (7,54%). Chamam a atenção aumentos da gasolina (1,24%) e do etanol (7,79%). 

Com o aumento dos combustíveis, os serviços de transportes também ficam mais caros. Em maio, houve alta no subitem táxi (5,94%), por conta dos reajustes de 41,51% nas tarifas em São Paulo (20,15%) e de 14,10% em Fortaleza (12,95%). No Rio de Janeiro, as passagens de metrô foram reajustadas em 12,07%, deixando o subitem metrô no panorama nacional com alta de 2,17%, enquanto na região metropolitana fluminense, ficou em 6,56%. Já no subitem ônibus urbano (0,17%), houve reajuste de 11,11% no preço das passagens em Belém (4,17%).

Outro grupo que impacta bastante no preço são alimentação e bebidas, que registraram variação de 1,52%, uma desaceleração em relação aos 2,25% de abril.  A maior influência foi dos alimentos para consumo no domicílio (1,71%). Entre os itens com as maiores altas, o leite longa vida (7,99%) e a batata-inglesa (16,78%). Ainda houve alta na cebola (14,87%) e no pão francês (3,84%), enquanto registraram quedas as frutas (-2,47%), o tomate (-11%) e a cenoura (-16,19%), esta última após alta expressiva em abril de 15,02%.

O grupo que registrou a maior alta foi saúde e cuidados pessoais (2,19%). Segundo o instituto, os produtos farmacêuticos pressionaram o grupo,  com aumento de 5,24% nos preços registrado após o reajuste de até 10,89% autorizado pelo governo. As demais altas dos grupos ficaram entre o 0,06% de Educação e o 1,86% de Vestuário.

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