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‘Prévia da Inflação’ cai 0,18%, menor resultado em 19 anos

O número referente a julho é o mais baixo alcançado pelo indicador desde setembro de 1998, quando a queda foi de 0,44%

Por Da redação Atualizado em 20 jul 2017, 10h28 - Publicado em 20 jul 2017, 10h27

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), também conhecido como a prévia da inflação oficial, recuou em julho mais que o esperado, a ponto de ficar abaixo do piso da meta do governo no acumulado em 12 meses, dando ainda mais suporte para que o Banco Central não desacelere o ritmo de corte dos juros básicos, em meio ao ambiente de fraca recuperação econômica.

A deflação de 0,18% de julho repete o patamar registrado no mesmo mês de 2003, além de ser o resultado mais baixo alcançado pelo indicador desde setembro de 1998, quando a queda foi de 0,44%. Em julho de 2016, a alta foi 0,54%.

  • O IPCA-15 recuou sobretudo por conta dos preços de alimentação e transportes, acumulando alta de 2,78% em 12 meses, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

    Os resultados vieram abaixo das projeções de analistas coletadas em pesquisa da Reuters, de recuo mensal de 0,09% e avanço de 2,87% no acumulado de 12 meses.

    A meta de inflação deste ano é de 4,5% pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

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    Em julho, o IBGE informou que a principal contribuição para a deflação veio do grupo dos alimentos, que tem participação de 25% nas despesas e cujos preços caíram 0,55% neste mês. Destaque para as quedas nos preços da batata-inglesa (-19,07%), do tomate (-8,48%) e das frutas (-4%).

    O grupo dos transportes também ajudou, com deflação de 0,64% no período, com quedas nos preços do etanol (-4,81%) e da gasolina (-2,98%).

    Já o grupo despesas pessoais apresentou a maior alta de preços no período, de 0,31%, mostrou o IBGE.

    Atualmente, os juros básicos estão em 10,25% e o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reúne na próxima semana para definir a nova taxa básica. A aposta majoritária do mercado é de que deve ser reduzida em 1 ponto percentual, mantendo o ritmo das últimas duas decisões.

    (Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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