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Prévia da inflação sobe 1,05% em dezembro e fecha ano com alta de 3,91%

Disparada no preço das carnes foi o que puxou o resultado do IPCA-15 para cima; resultado é o maior para um mês desde junho do ano passado

Por da Redação - Atualizado em 20 dez 2019, 09h55 - Publicado em 20 dez 2019, 09h52

A alta do preço da carne fez com que a prévia da inflação de dezembro subisse 1,05% em relação ao mês anterior, informou nesta sexta-feira, 20, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é a maior alta mensal desde junho de 2018, mês seguinte à greve dos caminhoneiros, e o maior para dezembro desde 2015. Com isso, a prévia da inflação no ano fechou em 3,91%, abaixo da meta central de inflação que é de 4,25% para este ano, mas dentro da margem de erro que varia entre 2,75% e 5,75%.

Entre os itens de alimentação e bebidas, a alta foi de 2,59%. Além das carnes, que dispararam 17,71% em dezembro, contribuíram também produtos como o feijão-carioca (20,38%) e as frutas (1,67%). Já os alimentos que tiveram queda de preço foram a batata-inglesa (-9,33%) e a cebola (-7,18%). A alta nos alimentos fez com que a alimentação fora de casa subisse 0,79% no período.

Algumas outras despesas que pesaram no bolso do consumidor foram os transportes. As passagens aéreas, cujos preços já haviam subido 4,44% em novembro, tiveram alta de 15,63% em dezembro. A gasolina (1,49%) e o etanol (3,38%) também continuam a subir de preço.

Todas as regiões pesquisadas apresentaram alta entre novembro e dezembro. O menor resultado foi registrado na região metropolitana de Recife (0,60%), onde o impacto das altas foi mitigado em função da queda observada no custo da energia elétrica (-1,71%). Já o maior índice ficou com a região metropolitana de Belém (1,72%).
O IPCA-15 coleta valores entre a segunda quinzena do mês anterior e a primeira do mês de referência e compara com o período imediatamente anterior. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.
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