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Presidente do BNDES diz que ‘não aplica nenhum centavo lá fora’

Luciano Coutinho explicou na Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados que apoio à construção de porto em Cuba desenvolve toda a cadeia produtiva no Brasil

Por Da Redação 27 Maio 2014, 19h27

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Luciano Coutinho afirmou nesta terça-feira que os financiamentos ao exterior representam menos de 3% dos desembolsos do banco estatal no ano passado. “Não aplicamos nenhum centavo lá fora”, disse Coutinho na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados sobre a operação de financiamento à Odebrecht para a construção do porto de Mariel, em Cuba.

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O empreendimento, a 45 quilômetros de Havana, está sendo construído pela Odebrecht com um investimento e 957 milhões de dólares, dos quais 683 milhões de dólares são financiados pelo BNDES. “Cem por cento do que financiamos é investido no Brasil”, reforçou Coutinho. “Esse é um financiamento normal: tem os custos de risco, passou regularmente por todas as instâncias, obteve seguro. Não há nada extraordinário na tramitação nesse projeto e nenhum recurso a fundo perdido.” Segundo ele, a cadeia produtiva do porto de Mariel envolve 194 produtores de equipamentos e 213 serviços de engenharia, gerando 160 mil empregos diretos e indiretos no Brasil.

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O presidente do BNDES negou novamente que exista consulta para que o banco invista no porto da cidade de Rocha, no Uruguai. Para contestar as afirmações dos deputados de que o BNDES deveria investir em portos brasileiros, em vez de em empreendimentos no exterior, Coutinho disse que há na carteira da instituição 14,8 bilhões de reais investidos em portos, o que permite a alavancagem de 20,5 bilhões de reais para o setor.”O BNDES trabalhou muito para estruturar projetos em portos e está desejoso de apoiar firmemente o segmento”, afirmou.

(Com Estadão Conteúdo)

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