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Presidente do BC do México entra na disputa pelo FMI

Lançado pelo governo mexicano, Agustín Carstens deve se tornar o maior adversário de Christine Lagarde

Por Da Redação 24 Maio 2011, 10h26

A disputa pelo cargo de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), aberta desde segunda-feira, em Washington, deve se limitar a dois protagonistas, mesmo que outros interessados cogitem a candidatura. A polarização deve se dar em torno dos nomes da ministra francesa das Finanças, Christine Lagarde, e do presidente do Banco Central do México, Agustín Carstens, que teve sua candidatura lançada. A candidata francesa já conta com o apoio explícito da Alemanha e do Reino Unido. O bloco europeu, que não pretende abrir mão de que um conterrâneo assuma o cargo, aposta na desmobilização dos países emergentes, que cogitam múltiplos candidatos.

Os pretendentes à posição de novo chefe do FMI terão até 10 de junho para manifestar o interesse. O prazo formal da escolha está marcado para depois de 20 dias. Apesar da agenda, em Paris se espera que a escolha avance na quinta e sexta-feira, quando se realiza em Deauville, na França, a reunião de cúpula do G-8 (grupo das oito maiores economias do mundo). Nela, líderes dos Estados Unidos, do Canadá, do Japão, da Alemanha, do Reino Unido, da Itália e da Rússia, além dos anfitriões, deverão acenar a favor de seu candidato favorito.

Diante do consenso na Europa, cresce o favoritismo em torno de Christine Lagarde. Preocupado em não demonstrar ambição pelo posto, já que Dominique Strauss-Kahn também era francês, o governo da França não vai lançar a candidatura da ministra. A opção faz parte da estratégia do Palácio do Eliseu, que pretende deixar que o nome da executiva se imponha no cenário internacional – como já está ocorrendo.

Nesta segunda-feira Christine Lagarde respondeu pela primeira vez sobre a eventual candidatura, mantendo o tom discreto adotado por Paris. Questionada pela rede americana CNBC, a ministra não negou que possa ser candidata: “Essa resposta pertence a outros, não a mim”, disse. Já o possível maior adversário de Christine, o mexicano Agustín Carstens, está sendo lançado pelo governo do México e apoiado pelo secretário-geral da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o também mexicano Angel Gurría.

(Com Agência Estado)

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