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Presidente da EDF descarta fechar usinas nucleares–jornal

Por Caroline Jacobs

PARIS (Reuters) – A EDF não fechará nenhum de seus 58 reatores nucleares, disse o presidente da estatal de energia elétrica francesa ao jornal Le Monde, em uma entrevista publicada nesta quarta-feira, enquanto a empresa se defronta com uma contra extra de 10 bilhões de euros (13 bilhões de dólares) para melhorar a segurança das nucleares.

O regulador nuclear francês ASN (Autoridade de Segurança Nuclear) disse na terça-feira que a maior geradora de energia nuclear precisa instalar geradores a diesel à prova de inundações e salas de controle remoto em suas 19 plantas ao redor do país ou terá que fechar alguns de seus reatores.

Como resultado, a EDF estima que o custo para estender a vida útil de suas usinas nucleares de 40 para 60 anos irá agora atingir o ponto mais alto da faixa estimada entre 40 bilhões e 50 bilhões de euros nos próximos 30 anos.

“Com uma herança como esta para a EDF, nós devemos isso a nós mesmos, melhorar e fazer isto ser lucrativo”, o presidente da EDF Henri Proglio foi citado como dizendo ao jornal quando perguntado se seria melhor fechar reatores antigos e construir usinas a gás ou aumentar fontes renováveis de energia.

“Nos privar da energia nuclear ocorreria a um custo muito alto”, disse, citando o investimento em novas unidades de geração e uma rede para a energia renovável, o risco de aumento de emissões CO2, uma perda de independência e um aumento das contas de energia.

O órgão regulador ASN apresentou as conclusões sobre o programa de segurança para as instalações nucleares na França após cerca de 10 meses do terremoto e tsunami que atingiram a usina nuclear de Fukushima, no Japão, na pior crise nuclear desde Chernobyl.

A EDF precisará colocar a mão no bolso, mas Proglio disse ao Le Monde que poderá fazer um investimento adicional e que os custos de produção não devem mudar fundamentalmente, aumentando para entre 46 e 50 euros por megawatt-hora (Mwh), de 46 euros por MWh.

Proglio disse ao Le Monde que a EDF planeja expandir a equipe para 5 mil funcionários na França, similar ao aumento do ano passado, quando praticamente a metade estava empregada nos negócios de energia nuclear e engenharia, em um momento em que a empresa busca substituir funcionários aposentados.

A equipe da EDF em 2010 totalizou quase 160 mil, com 100 mil na França.