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Economia

Presidente da Azul sobre pacote do BNDES: “muito caro”

Foi lançada na manhã da última terça-feira, 11, a Azul Conecta, nova subsidiária para voos regionais da companhia aérea presidida pelo americano John Rodgerson. A empresa é fruto da aquisição da TwoFlex, concluída no início de 2020, antes da pandemia, pelo valor de 123 milhões de reais. Apesar da grave crise que assola o setor aéreo, a companhia tem o audacioso plano de alcançar, no futuro, um total de 200 cidades no Brasil, em vista que a TwoFlex já funciona atualmente em 39 aeroportos do país, sendo que a Azul — até então — operava somente em 3 destes. Em outras palavras, a parceria representa um ganho de 36 novos destinos para o portfólio da empresa, além das 17 aeronaves modelo Cesna Gran Caravan, um turboélice monomotor com capacidade para até nove assentos. Embora exista um certo otimismo pelos executivos da empresa quanto às operações futuras, sabe-se que a situação de momento não é da melhores, tanto que o presidente da companhia, que compareceu ao evento no Aeroporto de Jundiaí, no interior de São Paulo, não descarta novos empréstimos e disse que todo dinheiro é bem-vindo, mas que a famigerada operação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao setor, conhecida como pacote de socorro para aéreas,  é “muito cara”.

“Qualquer oportunidade de obter mais dinheiro é bem-vinda, mas eu fico ofendido quando as pessoas usam o termo ‘socorro do BNDES’, porque não é um socorro, é uma coisa muito cara e que gera um grande retorno para o governo brasileiro, então eu não gosto que se refiram a isso como um socorro, porque não é. Mas sim, existe uma previsão de que isso vá sair em breve, nós já temos um alinhamento com o banco mas ainda não podemos divulgar os detalhes”, revelou John Rodgerson. “Em geral, nós estamos bem de caixa e estamos confiantes de que vamos passar bem pelos próximos 18 meses, até as coisas voltarem ao normal”, avaliou. O próximo balanço trimestral da Azul será divulgado na quinta-feira, 13, e existe a expectativa de que os termos da operação, que se arrasta desde maio, sejam finalmente divulgados.

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Será na quinta-feira, também, que o acordo de compartilhamento de voos entre Azul e Latam, válido por 10 anos e anunciado em junho, passará a vigorar. As companhias vão comercializar as passagens já de acordo com os termos do chamado codeshare, incluirá, inicialmente, 50 rotas domésticas não sobrepostas com pousos e decolagens a partir de Brasília, Belo Horizonte (CNF), Recife, Porto Alegre, Campinas, Curitiba e o aeroporto de Guarulhos. Apesar dos rumores sobre uma suposta compra ou fusão entre as empresas, o presidente da companhia brasileira nega que exista negociação nesse sentido, e ressalta que, no momento, a prioridade é somente conectar as malhas das companhias. Rodgerson, porém, deixou as portas abertas para o futuro: ‘tudo pode ser possível’.

Monomotor da Azul Conecta passa por ‘batismo’ no Aeroporto de Jundiaí Diego Gimenes/VEJA

De concreto mesmo somente a parceria entre Azul e TwoFlex. O novo grupo, denominado como Azul Conecta, passa a cobrir 152 municípios, mas com os planos de extensão desse número para 200, aumentando a capilaridade do grupo em rotas regionais pelo Brasil. As regiões Norte e Centro-Oeste são consideradas as maiores oportunidades do negócio, em vista que ainda são muito desabastecidas. “A Azul Conecta nasce da vocação regional da Azul e da TwoFlex que, separadamente, já estavam levando o serviço aéreo para novas e diversas partes do Brasil. Agora, estamos unindo a força das empresas para, especialmente neste momento de flexibilização e retomada, direcionar o transporte aéreo e cargueiro a lugares que não estão sendo servidos hoje em função da pandemia ou a cidades potenciais que não contam com a operação aérea. Com a Conecta, queremos atingir a marca histórica de 200 cidades servidas no país nos próximos anos”, ressalta Flávio Costa, diretor presidente da Azul Conecta.

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