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Presidente da África do Sul diz que subsídios contra pobreza oneram orçamento

Johanesburgo, 24 nov (EFE).- O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, afirmou que o Estado não pode continuar assumindo as ajudas a 15,2 milhões de cidadãos, cerca de 30% da população do país, que atualmente são mantidas pelo Governo, informou o site ‘News24’.

‘Não podemos ser um Estado do bem-estar’, disse Zuma durante sessão parlamentar realizada na Assembleia Nacional sul-africana, com sede na Cidade do Cabo.

‘É impossível sustentar uma situação na qual as ajudas sociais não param de crescer e ameaçam se transformar em um problema permanente’, acrescentou Zuma.

O presidente da África do Sul afirmou que os esforços dos contribuintes deveriam se encaminhar ao crescimento econômico, ‘em lugar de alimentar os pobres’.

Zuma advertiu que o país terá que enfrentar a redução dos subsídios sociais, que absorvem 10,9% do orçamento geral do Estado, de acordo com o Tesouro. ‘Tenho certeza que vai chegar esse momento’, afirmou o chefe do Executivo.

Sobre as desigualdades e a pobreza que caracterizam a sociedade sul-africana e que levam cerca de 30% da população depender da ajuda do Governo, o presidente atribuiu a respondabilidade a ‘erros do passado, especialmente no setor de educação.

‘Devemos educar nossos cidadãos para que não engrossem as listas dos que precisam ajuda’, apontou. Para ele, é insustentável que pessoas em plenas faculdades ‘façam parte do Exército dos que vivem na pobreza’.

O Tesouro estima que a despesa em proteção social aumente dos 160 bilhões de rands (cerca de US$ 18,86 bilhões) em 2012 até os 182 bilhões de rands (US$ 21,45 bilhões) em 2014. EFE