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Premiê italiano ganha voto de confiança para reforma trabalhista

ROMA, 26 Jun (Reuters) – O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, ganhou os primeiros dois de quatro votos de confiança convocados para acelerar a aprovação de sua reforma trabalhista, criticada tanto por sindicatos quanto pelo setor empresarial.

As duas votações finais e consequente aprovação da reforma devem acontecer na quarta-feira.

Se o governo for derrotado em uma das votações, Monti terá de renunciar. Mas se acredita que o premiê sairá vencedor, pois os principais partidos que apoiam seu governo tecnocrata já prometeram apoio.

A coalizão formada por políticos de direita e esquerda que apoia Monti já mostrou descontentamento com o premiê em um momento que sua popularidade caiu para 33 por cento, menos da metade dos 71 por cento que ele tinha quando assumiu em novembro, segundo pesquisa do instituto SWG.

O antecessor de Monti, Silvio Berlusconi, disse após reunião com o primeiro-ministro que três quartos dos simpatizantes de seu partido, o Povo da Liberdade (PDL), desaprovam o governo.

Mas Berlusconi disse que seu partido continuará a apoiar Monti por conta de um senso de responsabilidade em meio à atual crise da dívida na zona do euro.

A reforma trabalhista de Monti foi formalmente enviada ao Parlamento há três meses, após semanas de negociações com sindicatos e patrões, mas ela rapidamente encalhou quando partidos políticos buscaram modificá-la.

O resultado foi uma reforma menos abrangente que os sindicatos criticaram, temendo um aumento nas demissões, e que os patrões dizem que aumentará os custos trabalhistas. Economistas, por sua vez, consideram a reforma tímida para um mercado de trabalho que precisa de uma grande reformulação.

As dificuldades da reforma trabalhista marcam o início dos problemas políticos de Monti e aceleraram sua queda nas pesquisas.

(Reportagem de Steve Scherer)