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Premiê da Grécia defende protestos contra Wall Street

Papandreou havia dito que instituições como o Goldman Sachs ajudaram a causar os problemas atuais da Grécia

Por Da Redação 12 out 2011, 17h39

Ele ressaltou, no entanto, que é preciso distinguir os protestos nos EUA dos protestos na Grécia, já que os gregos “precisam defender os interesses” do próprio país

O primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, expressou solidariedade em relação aos protestos que tomaram conta de Wall Street, nos Estados Unidos, mas pediu aos manifestantes gregos que são contra as medidas de austeridade fiscal adotadas por Atenas que demonstrem pragmatismo.

“Nós lutamos por mudanças no sistema econômico global, como muitos dos cidadãos que são anti-Wall Street e estão protestando contra as desigualdades e injustiças do sistema”, disse o primeiro-ministro durante uma reunião de gabinete em que estavam sendo discutidos novos cortes nos gastos públicos.

Ele ressaltou, no entanto, que é preciso distinguir os protestos nos EUA dos protestos na Grécia, já que os gregos “precisam defender os interesses” do próprio país. “Nós lutamos por mudanças no sistema internacional, mas vivemos num sistema que ainda não mudou, não podemos esquecer disso”, afirmou. Papandreou disse no mês passado que as instituições financeiras estrangeiras, como o banco Goldman Sachs, ajudaram a causar os atuais problemas da Grécia.

No ano passado, o Federal Reserve anunciou que revisaria o papel das empresas de Wall Street em transações que possivelmente exacerbaram os problemas gregos, entre elas um swap cambial do Goldman Sachs que supostamente permitiu à Atenas esconder parte de sua dívida quando ingressou na zona do euro.

(Com Agência Estado)

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