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Preços dos alimentos caem 7% em 2012, diz FAO

Os itens cujos valores mais baixaram foram açúcar e laticínios; em dezembro, preços recuaram 0,9%, menor nível desde junho de 2012

Os preços internacionais dos alimentos caíram em 2012 cerca de 7% em relação a 2011, disse nesta quinta-feira a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O Índice de Preços dos Alimentos da FAO, que mede a variação mensal dos preços internacionais de uma cesta de commodities alimentares, ficou em média em 212 pontos, com as maiores quedas ocorrendo em açúcar (17,1%) e laticínios (14,5%). Contudo, a redução de preço foi mais modesta para os cereais, que caíram apenas 2,4% no ano.

“O resultado marca uma reversão da situação verificada em julho, quando o forte aumento dos preços despertou temores de uma nova crise alimentar”, afirmou Jomo Sundaram, diretor-geral assistente do Departamento de Desenvolvimento Econômico e Social da FAO.

Em dezembro, o índice de preços marcou 209 pontos, queda de 0,9% em relação a novembro, e o menor nível desde junho de 2012, o que representa o terceiro mês consecutivo de redução. A redução foi provocada principalmente pela retração dos indicadores de cereais e gorduras. A FAO alertou, porém, para a perspectiva pessimista do trigo de inverno já semeado no Hemisfério Norte.

O índice de preços de cereais caiu para 250 pontos em dezembro, 2,3% abaixo do registrado em novembro. Na comparação com igual mês do ano anterior, a diminuição foi de 2,4%. Enquanto isso, o índice de preços de óleos e gorduras mediu 197 pontos em dezembro, queda de 4 pontos ou quase 2% ante o mês anterior, marcando o quarto mês consecutivo de declínio.

“Em dezembro, os preços do milho caíram acentuadamente, porque a volumosa oferta para exportação da América do Sul aliviou a pressão decorrente da pouca disponibilidade de grãos dos Estados Unidos. Os valores do arroz também diminuíram em dezembro, na expectativa de boas colheitas. No entanto, os preços do trigo pouco variaram diante de uma atividade comercial fraca”, destacou a FAO.

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(com Estadão Conteúdo)