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Preços de commodities têm maior queda em 18 meses

Dados industriais da China e anúncio do Fed acarretaram em venda maciça de ativos nesta quinta. O ouro atingiu uma mínima de dois anos e meio e o petróleo despencou 3%

Por Da Redação
20 jun 2013, 14h46

As commodities sofreram sua maior queda em um ano e meio nesta quinta-feira, devido à divulgação de dados chineses frustrantes e ao plano do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de reduzir gradualmente seu programa de estímulos à economia, o que prejudica as perspectivas para o crescimento global.

Após o anúncio do Fed, na quarta-feira, houve a divulgação do índice da atividade industrial do país, que caiu para o menor nível em nove meses. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) preliminar medido pelo HSBC do setor industrial da China para junho ficou em 48,3, em comparação com a leitura final de 49,2 em maio. Qualquer pontuação abaixo de 50 indica uma contração na indústria.

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Tal indicador caiu como uma bomba nos mercados nesta quinta. O ouro atingiu uma mínima de dois anos e meio e o petróleo despencou 3%. Os preços do cobre recuaram para os menores níveis em 20 meses, enquanto o alumínio e o níquel caíram para mínimas de vários anos, por temores sobre uma desaceleração da atividade industrial na China, maior comprador mundial de metais.

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Os mercados agrícolas tampouco foram poupados, com o milho, o trigo e a soja recuando, e o açúcar e o café renovando mínimas de vários anos. Uma alta generalizada do dólar, impulsionada pelo anúncio do Fed, também acarretou em fortes quedas nas commodities negociadas na moeda norte-americana. “A queda de hoje é uma para os livros de história, pelo menos para o ouro”, disse o analista da INTL FC Stone, Edward Meir.

O índice de dezenove commodities da Thomson Reuters-Jefferies CRB recuou mais de 2,5%, queda mais acentuada desde dezembro de 2011. O ouro e a prata recuaram para uma mínima de setembro de 2010, após Bernanke afirmar que o Fed começaria a reduzir os 85 bilhões de dólares em compras mensais de títulos ainda neste ano.

Impacto do Fed – A inundação de dinheiro que o Fed criou desde a crise financeira de 2008/2009 contribuiu fortemente com as altas no ouro e nas outras commodities. Bernanke indicou que o programa de estímulos poderia ser encerrado até meados de 2014 caso a economia dos EUA esteja forte o suficiente.

“Assim que o Banco Central dos EUA começar a diminuir suas compras de títulos, devemos a ver um dólar mais forte. As commodities que são precificadas em dólar tendem a enfraquecer neste tipo de ambiente”, disse Lee Chen Hoay, analista de investimentos na Phillip Futures em Cingapura.

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As fortes vendas do ouro aceleraram após a commodity recuar abaixo de sua mínima de abril de 1.321 dólares por onça, um nível de apoio, e atingir 1.285 dólares. Às 14 horas (horário de Brasília), o spot recuava para 1.291 dólares por onça.

Os futuros do petróleo Brent recuavam mais de 3 dólares por barril, para a mínima de uma semana, perto de 103 dólares por barril, pressionados por uma pesquisa apontando uma desaceleração da economia chinesa. Em Nova York, o primeiro contrato do petróleo perdia 2,7% e era negociado a 95,52 dólares por barril, após fechar a sessão anterior a 98,24 dólares. Os futuros acabaram encerrando em forte baixa. O contrato de petróleo mais negociado na Nymex, com entrega para julho, perdeu 2,84 dólares (2,89%), fechando a 95,40 dólares o barril. Na plataforma eletrônica ICE, o barril do petróleo do tipo Brent para agosto teve queda de 3,97 dólares (3,74%), encerrando a 102,15 dólares.

A queda do cobre foi parcialmente causada por uma alta dos estoques do metal nos armazéns monitorados pela Bolsa de Metais de Londres. Os estoques estão em seus maiores níveis de cerca de 10 anos, contribuindo para a queda de 14% nos preços neste ano.

(Com Reuters)

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