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Preço dos autotestes preocupa e pode ser empecilho para popularização

Alguns países distribuem o kit gratuitamente, mas por aqui não há sinalização para tal medida; testes tradicionais chegam a custar R$ 400 no Brasil

Por Luana Meneghetti Atualizado em 28 jan 2022, 18h11 - Publicado em 28 jan 2022, 14h53

A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) veio com atraso, mas finalmente houve a liberação da venda e do uso dos autotestes para detecção da Covid-19. Os exames, que podem ser realizados em casa sem o auxílio de um profissional da saúde, já são comercializados ou distribuídos gratuitamente pelos sistemas públicos de saúde de alguns países e são considerados fundamentais para a detecção precoce e controle das contaminações.

Apesar da ótima notícia, o preço que esses produtos devem chegar nas prateleiras preocupa e pode ser um grande empecilho para o objetivo da ferramenta, que é ampliar o acesso de testagem. No Brasil, os testes disponíveis para detecção da Covid-19 não saem por menos de 80 reais, chegando a até 400 reais. Recentemente, a alta procura fez os preços escalarem, levando muitos estabelecimentos a serem notificados pela prática de preços abusiva pela Senacon, órgão de defesa do consumidor do Ministério da Justiça. Vale destacar os novos testes ainda não estão sendo comercializados e que, por isso, não há preço definido para eles. Segundo comunicado da Anvisa e da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogaria (Abrafarma), as empresas interessadas  precisam pedir um registro junto à Anvisa, e só após aprovação do órgão, o produto pode ir para as prateleiras. A estimativa é que eles estejam disponíveis para compra a partir de março.

O kit para testagem rápida é oferecido de forma gratuita pelos governos nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália. Alguns dos citados também permitem a comercialização nas principais farmácias como forma de ampliar o alcance das testagens. Na Europa, o governo não arca com este custo. Por lá, o preço do autoteste pode variar entre 5 euros a 10 euros, um valor considerado barato para a renda do cidadão europeu. Na conversão pelo câmbio oficial, variam entre 30 e 60 reais.

Nos Estados Unidos, os dois testes mais conhecidos e de referência, custam entre 17 e 25 dólares a caixinha com duas unidades. Levando em consideração esse preço, o mais barato custa cerca de 8,50 dólares e o mais caro 12,50 dólares por unidade de teste. Considerando o preço  praticado nos Estados Unidos, a Abrafarma estima que o preço do autoteste no Brasil pode ficar entre 50 a 60 reais. Mas, como os produtos são importados, o câmbio pode exercer uma forte pressão nos preços que vai para as prateleiras.  “O câmbio é uma preocupação e a própria procura global por esse tipo de ferramenta de testagem”, diz Sérgio Mena Barreto, CEO da Abrafarma. O preço será definido pelos fabricantes, mas ainda assim a entidade acredita que serão menores que os atuais disponíveis por dispensar os serviços farmacêuticos e a emissão de laudo.

Por aqui, o governo ainda não deu sinalizações de que o kit possa ser distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Um dia antes da aprovação da Anvisa, na quarta-feira, 27, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, já havia afirmado que o kit não teria distribuição gratuita. A Anvisa espera que sejam comercializados a preços bastante inferiores aos atuais testes disponíveis hoje no mercado.

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