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Preço do café registra maior queda em 12 meses desde o Plano Real, segundo IBGE

Queda recente não compensa alta do preço ocorrida em 2025

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 ago 2026, 13h57
Preço do café registra maior queda em 12 meses desde o Plano Real, segundo IBGE Priorizar nos meus resultados Google

O café moído ficou 2,45% mais barato em julho e encerrou os últimos 12 meses com redução acumulada de 17,2%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado nesta terça-feira, 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado em 12 meses representa a maior variação negativa do preço do produto desde a implantação do Plano Real, em julho de 1994.

A queda ocorre após um período de forte encarecimento. Em maio de 2025, o café chegou a registrar alta acumulada de 82,24% em 12 meses. Naquele momento, problemas de oferta associados a condições climáticas adversas afetaram a produção e pressionaram os preços. “O café ainda não devolveu tudo o que subiu nesse período”, diz Fernando Gonçalves, gerente do IPCA.

O movimento atual está relacionado à melhora das condições de safra, que vem favorecendo a redução dos preços. Os dados mais recentes sobre a produção apontam para uma perspectiva mais favorável. A estimativa divulgada pelo IBGE em junho indica uma colheita de quase 4 milhões de toneladas de café arábica e canéfora em 2026, volume 14,7% superior ao de 2025. A projeção integra o LSPA (Levantamento Sistemático da Produção Agrícola), atualizado mensalmente pelo instituto.

Outros alimentos

O café esteve entre os produtos que ajudaram a reduzir os preços da alimentação em julho. O grupo Alimentação e bebidas teve queda de 0,67%, seu maior recuo desde julho de 2024, quando havia registrado queda de 1%. Dentro desse grupo, a alimentação consumida em casa apresentou redução de 1,14% no mês, também a maior em dois anos.

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Além do café, outros produtos contribuíram para o movimento. O tomate teve queda média de 29%, enquanto a batata-inglesa ficou 19,59% mais barata e a cenoura recuou 14,41%. Alguns itens, porém, seguiram em direção contrária. O preço do leite longa vida aumentou 2,47%, e o das frutas avançou 1,20%.

A alimentação fora de casa também apresentou aceleração em julho. A alta passou de 0,15% em junho para 0,55% no mês. Entre os componentes, o lanche teve aumento de 0,76%, ante 0,13% no mês anterior. A refeição, por sua vez, passou de 0,15% para 0,42%.

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