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Preço de energia e logística ajudarão no crescimento

Por Da Redação - 26 jul 2012, 11h49

Por Célia Froufe e Anne Warth

Brasília – O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antonio Henrique da Silveira, afirmou que, além das ações anunciadas pelo governo para reaquecer a economia doméstica, outras iniciativas serão lançadas em um futuro próximo. Como exemplo, ele citou que a renovação dos contratos de concessões no setor elétrico, que se encerram no período de 2015 a 2017, proporcionará uma “significativa redução” dos preços de energia e dos insumos industriais.

Silveira também lembrou que a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, já anunciou uma nova rodada de concessões na área de logística e transportes para agosto. “É neste quadro que a expectativa do governo, e do setor privado, prevê uma aceleração da economia no último trimestre para 4,5%”, disse, durante cerimônia do quarto balanço da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2). “Com isso, temos certeza que o País retoma o crescimento sustentado”, afirmou.

O secretário salientou que 2012 não tem se mostrado um ano particularmente positivo para a economia global. O Brasil, segundo ele, tem sido voz ativa no apelo à necessidade do mundo criar uma ação mais pragmática e menos ideológica. “No entanto, a crise econômica europeia deixou de ser da periferia e agora afeta os países centrais”, disse, citando que a perspectiva do rating da Alemanha foi reduzida por uma agência de classificação de risco.

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Silveira disse que há uma progressiva estagnação dos mercados centrais que geram impactos nos países emergentes e que a China “sentiu fortemente” a desaceleração das exportações. “O Brasil também sentiu bastante”, comentou. Ele enfatizou que essa situação afetou a confiança empresarial e aproveitou para passar uma mensagem de otimismo para os executivos. “O Brasil e, em particular, o governo estão absolutamente preparados para lidar com esse quadro. Desde o ano passado, o governo está lidando ativamente.”

Como uma das ações, o secretário citou o PAC. “Os impactos positivos do PAC vão além dos projetos que estão sob sua guarda. Contribuiu para entrosamento das equipes de governo e conseguem ser tratados de uma forma mais coordenada do que em um passado distante”, pontuou. Silveira disse também que, nos últimos 12 meses, o governo adotou uma série de iniciativas que permite antever a retomada do crescimento. Entre elas está a queda da Selic, que levou a taxa de juros real ex-ante a um patamar de 2,2%. “Essa taxa é a mais baixa da história do real”, comemorou.

O secretário citou também que a inflação já está de volta a patamares compatíveis com a meta e a redução da TJLP, que barateia as condições de financiamento de longo prazo. “Isso permite colocar condições para a retomada de expansão do crédito e do investimento a partir da retomada da confiança”, avaliou.

Na opinião de Silveira, os efeitos da política fiscal também devem ser vistos no segundo semestre. Como exemplo, ele citou ações como prorrogação do IPI sobre materiais de construção, programa reintegra, primeira etapa da desoneração da folha de pagamento e IPI sobre automóveis. “Do lado do gasto, a situação fiscal robusta permitiu que o governo lançasse um programa de compras ambicioso. Isso permitiu a expansão de emprego e massa salarial do trabalhador.”

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Por fim, o secretário mencionou que o governo adotou medidas de caráter estrutural, como a mudança de regra da remuneração da poupança, que auxilia no processo de desindexação da economia, e aprovação do fundo de previdência para o servidor público.

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