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Pré-sal ‘resiste’ a petróleo até US$ 60, diz ANP

Para diretora da agência, projetos ainda seriam viáveis mesmo se cotação continuar em queda. Petróleo tipo Brent atingiu menor valor desde 2010

Por Da Redação - 28 nov 2014, 22h12

Os projetos do pré-sal do Brasil ainda seriam viáveis mesmo se os preços do petróleo continuarem em trajetória de queda. É o que acredita a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard. “Não há nenhum projeto do pré-sal que eu conheço que não resista a 72 dólares (o barril), ou que não resista a 60 dólares. Pode cair, ainda tem um bom espaço para cair”, disse a jornalistas, após evento nesta sexta-feira no Rio de Janeiro. O petróleo tipo Brent, referência no plano de investimento da Petrobras, fechou a semana em queda de 3,35%, a 70,15 dólares o barril, o menor valor em quatro anos.

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A Petrobras, que domina a produção no pré-sal, diz ainda poder lucrar se os preços caírem mais. No ano passado, a estatal afirmou que poderia ganhar dinheiro com seus campos em águas ultra-profundas do pré-sal mesmo se Brent caísse para entre 40 e 45 dólares por barril. A empresa já enfrentou uma situação ainda mais desafiadora.No final de 2008, durante a crise financeira global, o petróleo Brent caiu para cerca de 36 dólares por barril.

Uma das maiores produtoras privadas de petróleo no Brasil, a Shell, diz estar preparada para enfrentar diferentes cenários, segundo explicou o presidente da empresa no país, André Araújo. “A Shell normalmente é bem conservadora na hora de fazer a avaliação de seus projetos. Colocamos custo de barril de uma forma conservadora e estamos tranquilos”, afirmou Araújo.

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(Com agência Reuters)

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