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Praia Grande pode ganhar complexo industrial e aeroporto

Empresa responsável pelo empreendimento, que pode gerar até 15 mil empregos, aguarda desde 2008 por licença ambiental para dar início às obras

Por Carolina Guerra 1 set 2011, 07h30

O empreendimento será construído a apenas 17 quilômetros do porto de Santos e contaria também com as facilidades de uma linha férrea que passa próximo ao local, além de uma rodovia

Uma área de aproximadamente 5 milhões de metros quadrados que poderá abrigar 212 galpões industriais, além de um pequeno aeroporto, com uma pista de 2,6 quilômetros, para jatos executivos e aviões de transporte de carga. É assim que o Complexo Empresarial Andaraguá -da Icipar Empreendimentos Imobiliários, controlada pelo Grupo Sonda – pretende alavancar a economia da cidade de Praia Grande, no litoral paulista. O projeto foi pensado para atender a onda de investimentos que aporta na Baixada Santista por conta das descobertas do pré-sal e da ampliação do Porto de Santos. Para o aeródromo, já existe até autorização de funcionamento expedida pela Agência de Aviação Civil (Anac). Só tem um problema. Falta conseguir o licenciamento ambiental. “Estamos desde 2008 para conseguir autorização para começar a obra. Não tem nada de irregular em nosso projeto”, diz André Ursini, diretor de expansão da Icipar.

Ursini acredita que o projeto poderia ajudar a desafogar um pouco os aeroportos de São Paulo – em especial o de Congonhas, na zona sul da capital, cujo tráfego de aeronaves executivas corresponde a 20% do total. Contudo, ainda que a permissão saísse no próximo mês, por exemplo, a previsão mínima é de mais dois anos para entrega de 40% do projeto. Em suma, pelo menos até meados de 2013, nada estaria pronto para ser utilizado.

“Aeroportos desta natureza são essenciais para o desenvolvimento do país”, apontou Francisco Lyra, presidente da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag). O Brasil já é o segundo maior mercado em aviação executiva, atrás apenas dos Estados Unidos. São cerca de 12.300 aeronaves que voam pelo território nacional, sendo que aproximadamente 570 correspondem a aviões comerciais, de acordo com números da Abag. Para pousar e decolar, existem pouco mais de 4 mil pistas, sendo que apenas 700 são pavimentadas. No momento, a Baixada Santista conta com um aeroporto administrado pelo governo do estado de São Paulo, na cidade de Itanhaém, a 46 quilômetros de Praia Grande. O Aeroporto Estadual de Itanhaém possui uma pista de 1,3 quilômetro e é utilizado majoritariamente por empresas que possuem hangares particulares, entre as quais a Petrobras, cujos jatos e helicópteros partem dali para chegar em algumas plataformas em alto-mar.

Logística – A vantagem do Complexo de Andaraguá, porém, está na logística. O empreendimento será construído a apenas 17 quilômetros do porto de Santos e contaria também com as facilidades de uma linha férrea que passa próximo ao local, além de uma rodovia. O investimento previsto é de 520 milhões de reais e pode gerar até 15 mil empregos. “É claro que há de se analisar a viabilidade ambiental, mas, por outro lado, as leis que assessoram esta questão precisam ser mais objetivas”, explicou Creso Peixoto, mestre em transportes e professor de engenharia da FEI. “Na prática, estes processos têm gerado mais demora que efetiva rejeição”, emendou.

Uma fonte que conhece a área afirmou que o projeto deve desmatar uma área muito grande e que, por isso, a demora é normal. “Considerando os trâmites legais e o tamanho da área, três anos é um tempo até razoável”, explicou. Para a Anac, o projeto está em ordem desde que não haja exploração comercial do aeroporto. “As operações aéreas no aeródromo, quando este for aberto ao tráfego (finalização do processo de registro na ANAC), dependerão da autorização prévia do proprietário e de aeronaves compatíveis com a infraestrutura local, vedada a exploração comercial”, respondeu a agência.

O condomínio industrial será a primeira empreitada do grupo Sonda neste ramo. O principal negócio do conglomerado é o de supermercados. O Sonda possui a 13ª maior rede do Brasil, com 24 lojas e faturamento registrado em 1,5 bilhão de reais em 2010. O mesmo grupo, de propriedade da família Sonda, tem um braço no ramo esportivo. Eles gerenciam jogadores de futebol, alguns deles estrelas como Neymar e Ganso.

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