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Poupança tem maior captação para meses de junho desde 2013

Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança, mas o início da crise econômica, em 2015, mudou esse cenário

Por Da redação 6 jul 2017, 17h39

Pelo segundo mês seguido, os brasileiros depositaram mais do que sacaram na poupança. Em junho, a captação líquida (depósitos menos retiradas) somou 6,1 bilhões de reais, segundo o Banco Central (BC). O valor é quase 20 vezes maior que a captação líquida registrada em maio 292,6 milhões de reais e o melhor para meses de junho desde 2013, quando os depósitos tinham superado as retiradas em 9,4 bilhões de reais.

  • Apesar do desempenho positivo nos dois últimos meses, as retiradas continuam maiores que os depósitos em 2017. Nos seis primeiros meses do ano, a caderneta de poupança registrou saques líquidos de 12,3 bilhões de reais. Mesmo assim, esse foi o melhor primeiro semestre da caderneta desde 2014, quando a aplicação tinha registrado captações líquidas de 9,6 bilhões de reais.

    Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a 24 bilhões de reais. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, num cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

    Em 2015, 53,5 bilhões de reais foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em 40,7 bilhões de reais. A poupança voltou a atrair recursos mesmo com a queda de juros. Isso porque o investimento voltou a garantir rendimentos acima da inflação, que está em queda. Nos 12 meses terminados em junho, a poupança rendeu 7,98%.

    O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)-15, que funciona como uma prévia da inflação oficial, acumula 3,52% no mesmo período, no menor nível em 10 anos. Amanhã (7), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA de junho.

    (Com Agência Brasil)

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