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Pós-Copom, mercado revisa para cima projeção para Selic e inflação

Analistas consultados pelo Banco Central apontam que os juros devem encerrar o ano em 9,75% e o IPCA em 3,76%

Por Larissa Quintino Atualizado em 13 Maio 2024, 08h58 - Publicado em 13 Maio 2024, 08h53

Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central elevaram a projeção para a taxa básica de juros, a Selic, ao final deste ano. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 13, a Selic deve encerrar 2024 em 9,75% , acima dos 9,63% ao ano projetados na semana passada.

A revisão nos juros vem acompanhada de uma nova expectativa também para a inflação. Segundo os economistas, o IPCA deve encerrar o ano em 3,76%, acima dos 3,72% estimados na semana passada. A projeção está acima do centro da meta definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3% ao ano, mas dentro do limite, que vai até 4,5%.

As revisões acontecem após a última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, decidir por uma redução no ritmo de cortes da taxa Selic. A autoridade monetária cortou os juros em 0,25 ponto percentual, chegando a 10,5% no ano. Com o cenário externo desafiador e incertezas quanto a inflação e a política monetária no Brasil, os analistas projetam uma taxa terminal maior para este ano.

De acordo com a expectativa do mercado, ainda há mais espaços para redução neste ano. Porém, os juros devem terminar o ano mais altos do que a expectativa inicial, de 9% ano ano.]Na terça-feira, 14, o Banco Central deve divulgar a ata do Copom detalhando melhor a decisão de reduzir o corte da Selic.

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Segundo o relatório Focus, o mercado financeiro também elevou a taxa terminal da Selic em 2026: de 8,75% ano ano para 9%.

PIB

O Boletim Focus desta semana traz uma  revisão na estimativa de crescimento da economia. Segundo o Focus, o PIB deve variar 2,09% neste ano, ligeiramente acima dos 2,05% projetados na semana passada. A visão do mercado segue menos otimista que a do governo, em 2,2%. Nas últimas semanas, organismos internacionais também revisaram as estimativas de crescimento da economia brasileira. O FMI prevê uma alta de 2,2%, já a OCDE projeta um avanço menor, de 1,9% para este ano.

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