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Portugal vive sua segunda greve geral em quatro meses

Metrô, portos e coleta de lixo foram serviços afetados com a paralisação

Por Da Redação 22 mar 2012, 01h35

Portugal sentiu os primeiros efeitos da greve geral organizada nesta quinta-feira com a interrupção do metrô de Lisboa, dos serviços de bombeiro, da coleta de lixo e o fechamento de atividades portuárias.

O sindicato comunista CGTP (Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses), o maior do país, convocou a greve sozinho, sem o apoio da outra grande central sindical, a socialista UGT (União Geral de Trabalhadores), em protesto pela reforma trabalhista e a política econômica do governo.

Os dirigentes da CGTP, liderados por seu novo secretário-geral, Armênio Carlos, acudiram a um quartel de bombeiros em Lisboa e a um de seus principais centros de coleta de lixo para marcar o início do protesto.

Porta-vozes do sindicato asseguraram que pelo menos 15 navios que se dirigiam a portos lusitanos foram desviados de sua rota pela cessação das atividades nessas instalações.

As comunicações ferroviárias em suas saídas das zonas urbanas também sofreram fortes interrupções desde a madrugada, segundo fontes sindicais, e a empresa nacional de aeroportos, a ANA, recomendou aos passageiros que confirmem a saída de seus voos antes de seguirem aos terminais.

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A greve desta quinta-feira é a segunda que enfrenta o governo conservador de Pedro Passos Coelho desde que chegou ao poder, após as eleições antecipadas de junho de 2011, embora a anterior, em 24 de novembro, tenha contado com o respaldo da UGT.

O Executivo luso adotou drásticas medidas de austeridade e reformas estruturais, entre elas uma liberalização do mercado de trabalho, para cumprir os requisitos do resgate financeiro de 78 bilhões de euros obtido por Portugal no ano passado.

A CGTP intensificou desde a noite desta quarta-feira suas chamadas à greve contra essas medidas e convocou também manifestações nas principais cidades lusitanas. Embora em Portugal sindicatos, empresários e autoridades não deem percentagens sobre a adesão à greve, a CGTP se mostra confiante que contará com grande participação.

Por outro lado, a coalizão conservadora no poder espera que tenha uma repercussão inferior à greve de novembro, que não alcançou mudança alguma na política econômica do Executivo.

(com Agência EFE)

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