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Por que o dólar cai mesmo com sinalização de juros maiores nos EUA

Ata do Federal Reserve Bank confirmou expectativa do mercado e afirmou que a alta de juros deve se acelerar caso a inflação não ceda

Por Luisa Purchio Atualizado em 16 fev 2022, 20h16 - Publicado em 16 fev 2022, 17h37

Divulgado na tarde desta quarta-feira, 16, o documento da reunião do Comitê de Política Monetária (FOMC, na sigla em inglês) do Federal Reserve Bank realizada nos dias 25 e 25 de janeiro apontou que os integrantes afirmaram que a alta da taxa de juros nos Estados Unidos ocorrerá em breve e ela deve se acelerar caso a inflação não arrefeça no país. “A maioria dos participantes observou que, se a inflação não cair como eles esperavam, seria apropriado que o Comitê removesse a acomodação de políticas em um ritmo mais rápido do que eles antecipam”, disse o documento.

A alta dos juros nos EUA provoca expectativa em todo mundo, já que a tendência é que investimentos por lá fiquem mais atrativos. Porém, o dólar segue em ciclo de desvalorização tanto em relação às moedas de países desenvolvidos quanto de emergentes. O Brasil, especificamente, possui ativos atrativos devido à queda do Ibovespa no ano passado e ao câmbio ainda desvalorizado. Nesta quarta-feira, o dólar comercial encerrou em queda de 1%, a 5,12 reais. O motivo da queda é a busca dos investidores por ativos baratos diante dos mercados americanos atingindo máximas de preço históricas.

“A ata não trouxe nenhuma grande surpresa e novidade, o mercado já estava precificando o que foi sinalizado. Ela só confirmou uma postura mais dura no curto prazo e uma redução do balanço de Títulos, que deve vir de forma mais rápida e agressiva do que a que a gente viu em 2017 e 2019”, diz Victor Beyruti, analista da Guide Investimentos.

Inflação americana

O cenário trazido pelo FED, entretanto, mostra os desafios para a economia americana. A  inflação por lá não está cedendo. Na semana passada, o índice anual de janeiro divulgado pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos mostrou que os preços cresceram 7,5%, a maior alta em 40 anos, pressionada principalmente por alimentação e energia.

Junto com os dados da inflação, a rápida recuperação dos empregos no país já estava levando o mercado a precificar uma alta de juros mais rápida na próxima reunião do FOMC, nos dias 15 e 16 de março, de 0,50 ponto percentual, e não 0,25, como previsto anteriormente. Já para o final do ano a expectativa dos juros subiu de 0,75% para entre 1,5% e 1,75%.

 

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