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Por que Anitta não tem muitos motivos para sorrir no Nubank

Banco perdeu 10,3 bilhões de dólares em valor de mercado desde a sua estreia em NY, e agora está avaliado em 31,1 bilhões de dólares

Por Luana Meneghetti Atualizado em 31 jan 2022, 22h25 - Publicado em 29 jan 2022, 14h36

O momento não tem sido nada bom para o Nubank, e a cantora Anitta, membro do conselho de administração do banco digital, não tem muitos motivos para sorrir ultimamente com ele. O banco vem registrando uma série de perdas desde a sua abertura de capital na bolsa de Nova York (Nyse) no final do ano passado, levando a fintech a sair na sexta-feira, 28, do ranking das 10 empresas mais valiosas da América Latina.

A cantora foi considerada peça fundamental na estratégia de dupla listagem da empresa, com ações na negociadas na Nyse e na bolsa brasileira, a B3, por meio de BDRs (papéis que representam no Brasil as ações negociadas nos Estados Unidos), mas agora terá que se dedicar para reverter o cenário do Nubank, que amarga quedas frequentes desde a sua listagem.

A sua estreia na bolsa gerou um verdadeiro frenesi no mercado. O banco fundado em 2013 pelo colombiano David Vélez, pela brasileira Cristina Junqueira e pelo americano Edward Wible, foi avaliado em 41,5 bilhões de dólares, ultrapassando o Itaú Unibanco e demais bancos, como Bradesco, Santander e Banco do Brasil. Mas já perdeu 10,3 bilhões de dólares em valor de mercado desde então, e agora está avaliado em 31,1 bilhões de dólares, levando o Nubank a perder o posto das dez empresas mais valiosas da América Latina. As ações da companhia encerraram a sexta-feira, 28, com perda de 2,03%, cotada a 6,75 dólares, batendo nova mínima histórica. O Nubank teve as ações precificadas a 9 dólares por ação, ponto máximo da faixa indicativa que começava em 8 dólares, na abertura de capital.

“Desde a estreia, as ações estavam sendo precificadas em valores altos. Apesar da enorme quantidade de clientes, é um banco que ainda não dá lucro, então o risco sistêmico é muito grande”, diz Virgílio Lage, especialista da Valor Investimentos. Analistas de mercado também atribuem o desempenho ao mau momento do mercado nos Estados Unidos.

As ações de tecnologia – em especial das empresas consideradas com alto potencial de crescimento – estão sendo bastante penalizadas com o aceno do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, à elevação da taxa de juros e à retirada dos estímulos em uma tentativa de controlar a inflação no país. A perspectiva de alta dos juros já vinha sendo precificada nos ativos, refletindo em enorme volatilidade nos principais índices das bolsas americanas desde o início de janeiro. Desde o último dia do ano passado, 31 de dezembro, até o último fechamento do mercado na terça-feira, 25, a Nasdaq já acumula queda de 13,46%, o S&P 500, de 8,60%, e o Dow Jones Index, de 5,62%, de acordo com levantamento da consultoria Economatica.

O Nubank conta hoje com 48 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia, e se tornou o maior banco digital do mundo, ao desburocratizar e facilitar o acesso das pessoas ao sistema financeiro. Apesar de ter sido inovador nas soluções tecnológicas e nas ofertas aos clientes, como isenção de taxas, hoje o modelo de negócio é replicado pelos demais e passou a enfrentar forte concorrência.

No ano passado, o Nubank registrou prejuízo líquido de 230 milhões de reais, 26% menor que o resultado de 2019, com crescimento de 79% nas receitas, para 5 bilhões de reais. No primeiro semestre de 2021, o banco lucrou 76 milhões de reais, o primeiro lucro da sua história.

As empresas que figuram na lista das mais valiosas agora da América Latina são: Petrobras, Vale, América Movil, Wal Mart do México, Mercado Livre, Marvell Technology, Ambev, Itaú, Bradesco e Grupo Mexico, segundo a Economatica.

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