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Por que a Tesla virou a queridinha dos motoristas de Uber nos EUA

A média para um galão de gasolina no país chegou a 5,006 dólares, a maior já registrada em valor nominal

Por Renan Monteiro Atualizado em 28 jun 2022, 14h42 - Publicado em 28 jun 2022, 12h30

Com o preço médio da gasolina atingindo recordes nos EUA, um movimento ganha força entre os motoristas de serviços de caronas, como o Uber. A depender das circunstâncias, é mais lucrativo alugar ou até comprar parcelado um carro elétrico da Tesla, do que continuar com os veículos à combustão. Segundo levantamento da Gridwise – empresa de suporte à motoristas de apps – o número de condutores trabalhando no volante de um Tesla saltou 186% em maio, comparativamente ao mês de junho de 2021.

Os estímulos das empresas ajudam nesse salto. Nos Estados Unidos, a Uber oferece um adicional de 1 dólar por corrida aos motoristas que mudarem para a condução de um veículo elétrico. Da mesma forma, após a companhia de serviço de transporte firmar parceria com Hertz (locadora de carros), um modelo padrão da Tesla (Model 3) está com tarifa semanal de 344 dólares no aluguel, incluindo quilômetros ilimitados, seguro e manutenção básica. Segundo a agência de notícias Bloomberg, desde o lançamento da parceria com a Hertz, a Uber superou os mais de 15.000 motoristas alugando carros elétricos.

O aluguel mensal de 1.376 dólares nos veículos padrões da Tesla, dependendo do número de corridas por dia, pode ser compensado e ser mais atrativo para os motoristas. Conforme dados do Departamento de Energia dos EUA, com ajuste da inflação, a média da gasolina nos EUA ainda está em 7,4% abaixo das altas de junho de 2008 – que registravam cerca 5,41 dólares por galão. Neste ano, sem considerar o ajuste inflacionário, a média nacional para um galão de gasolina chegou a 5,006 dólares na primeira quinzena do mês de junho, maior alta já registrada em valor nominal.  

Um dos pontos que também ajudam nessa transição – do motor à combustão para os carros movidos por bateria – é o fato de os EUA, sobretudo as metrópoles, dispuserem de maior pontos de abastecimento para os veículos elétricos, ao se comparar com o Brasil, por exemplo. Quanto mais rápido o abastecimento, mais tempo de serviço os motoristas conseguem no modelo gig work (trabalhos pontuais e contratados de forma independente sob demanda). 

As legislações na União Europeia e EUA, bem como a ressonância das políticas ESG (ambiental, social e governança), também estimulam grandes metas na transição energética. Pelo programa Green Future, lançado em 2020, o Uber está com o objetivo de ser uma plataforma de mobilidade 100% elétrica até 2040, no mundo todo.

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