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Política de preço da Petrobras é de longo prazo, diz Graça

Executiva voltou a defender que repasse da cotação internacional do petróleo à bomba não seja imediato, embora reconheça que isso afete resultados

Por Da Redação 19 set 2012, 12h46

A presidente da Petrobras, Graça Foster, reafirmou nesta quarta-feira que a estatal tem uma política de preços de médio a longo prazo e, por princípio, não repassa a volatilidade do petróleo cru diretamente para a bomba, como é feito nos Estados Unidos, por exemplo. A executiva participa de audiência pública na Comissão de Fiscalização e Controle, em conjunto com a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.

Graça defendeu a política da estatal, embora tenha reconhecido que essa estratégia afeta os resultados, dependendo do período. Segundo ela, de 2002 até o primeiro semestre de 2012, a Petrobras operou com um preço mais alto que o internacional nos anos de 2003, 2007, 2009, 2010 e uma parte de 2011. “Isso gerou um resultado positivo e favorável à companhia”, afirmou.

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Cenário otimista – Graça disse que o crescimento da produção de petróleo e gás no país nos últimos dez anos é bastante relevante e motivador. “Por isso tamanha a satisfação em torno da 11ª rodada de leilões de bloco de exploração, marcada para maio de 2013″.

A presidente da estatal disse também que a previsão de aumento na demanda por combustíveis no Brasil é de 4,5% ao ano entre 2011 e 2020. “Isso justifica a construção de refinarias, e faz todo o sentido para a Petrobras”, afirmou.

(Com Agência Estado)

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