Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Pokémon Go vira febre global e faz disparar valor da Nintendo

Novo game sobrepõe criaturas virtuais ao mundo real; valor da empresa passa de 19 bilhões de dólares para 28 bilhões de dólares em cinco dias

Por Marcelo Sakate Atualizado em 30 jul 2020, 21h03 - Publicado em 14 jul 2016, 08h30

Cinco anos em cinco dias. Esse foi o tempo necessário para que as ações da Nintendo retornassem aos patamares de preço que haviam sido registrados pela última vez em 2011. A explicação para a escalada sem precedentes é o jogo virtual Pokémon Go, lançado no último dia 5 apenas nos Estados Unidos, na Austrália e na Nova Zelândia. O valor de mercado da fabricante japonesa na Bolsa de Tóquio saltou de 19 bilhões para 28 bilhões de dólares nesse período. O game, instalado por meio de aplicativo em celulares que operam com os sistemas Android e iOS, tornou-se uma febre sem precedentes.

O jogo faz uso da chamada realidade aumentada: é preciso sair para as ruas e colocar o celular à frente dos olhos para encontrar e caçar pokémons que estão escondidos em diferentes locais. A marca Pokémon e o desenho de mesmo nome foram criados em 1995: a história é baseada em criaturas ficcionais que são capturadas e treinadas por humanos para lutarem um contra o outro, como se fosse uma competição. Já existem alguns relatos de usuários que se feriram levemente porque, sem prestar atenção ao que estava ao seu redor, levaram tombos ou bateram em objetos do mundo real. Especialistas dizem que o sucesso inesperado do Pokémon Go pode abrir uma nova era da computação, com a popularização de games que utilizam a mesma tecnologia e buscam explorar a interação dos usuários com o mundo real.

Leia mais:
‘Pokémon Go’: game de sucesso já pode virar filme live action
Pokémon, a franquia que continua a crescer após 20 anos de sucesso

O Pokémon Go coleciona superlativos. Em apenas uma semana, já está instalado em mais de 5% da base de usuários ativos de aparelhos com o Android nos Estados Unidos, o que o torna mais popular do que o Tinder, o conhecido aplicativo de relacionamentos. Ele chegou ao topo da lista dos aplicativos mais baixados da App Store americana em apenas quatro horas e meia; na Austrália e na Nova Zelândia, chegou à primeira colocação em downloads em dois dias. Entre os usuários de Android no mercado americano, quem baixou o app fica conectado em média 43 minutos diariamente, mais que o tempo gasto com o Whatsapp (30 minutos), o Instagram (25 minutos) e o Snapchat (23 minutos), de acordo com dados da Similar Web, uma empresa de análise de dados e inteligência de mercado especializada em internet.

A escalada no preço das ações da Nintendo, a fabricante dos aparelhos de videogame Wii, se deve à expectativa de aumento das receitas com o game e à leitura de que a empresa mostrou ter uma estratégia para faturar no rentável segmento de aplicativos. Com o Pokémon Go, o impacto se dará de forma indireta: o jogo foi desenvolvido em conjunto pela Niantic Labs, empresa que se separou da Alphabet um ano atrás depois que esta foi adquirida pelo Google, e pela Pokémon Company, que detém os direitos da marca que leva o seu nome. A Nintendo detém um terço da Pokémon Company e é acionista minoritária da Niantic.

Os aplicativos representam um mercado crescente que no ano passado movimentou 41,1 bilhões de dólares, segundo dados da App Annie, empresa de pesquisa de mercado. Desse montante, o equivalente a 85% (ou 34,8 bilhões de dólares) foi gerado por games. A previsão da App Annie é que o mercado vai crescer 24% neste ano, para 50,9 bilhões de dólares; e que, em 2020, vai chegar a 101,1 bilhões de dólares.

O game ainda não está disponível para o mercado brasileiro nem há previsão a esse respeito. Deve ser lançado na Europa e no Japão dentro de alguns dias.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)