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“Plano Marshall Europeu” deve focar reestruturação da dívida grega

Rascunho do pacote aponta redução dos juros em dois pontos porcentuais e o aumento dos prazos dos empréstimos à Grécia de 7,5 para 15 anos

Por Beatriz Ferrari 21 jul 2011, 13h39

Plano, cuja versão definitiva deve ser divulgada após o final da reunião de cúpula europeia, também aumenta os poderes do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira

Em rascunho do documento final que será apresentado após a conclusão da cúpula de Bruxelas sobre a crise da dívida grega, a União Europeia indica que estenderá a maturidade dos empréstimos do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF) para a Grécia de 7,5 anos para 15 anos e reduzirá os juros de 5,5% para 3,5%. As mesmas condições de empréstimos poderão ser utilizadas por Irlanda e Portugal.

Não foi mencionado no documento o valor total deste novo pacote de resgate grego. Os signatários do documento apenas convocam o Fundo Monetário Internacional (FMI) a participar do programa.

Setor privado – O texto sugere uma medida para encorajar o mercado a trocar os títulos de dívida grega por novos papéis. “O setor financeiro indicou sua vontade de apoiar a Grécia voluntariamente através de um menu de opções (troca de títulos, rolagem da dívida e recompra dos títulos) ao emprestar em condições comparáveis ao apoio público com aumento do crédito”, diz a nota. Com isso, caberá so bancos da região escolher como ajudar a financiar a dívida da Grécia dos nos próximos anos.

Plano Marshall Europeu – O documento sugere que haverá acompanhamento do programa de resgate da Grécia por todos os países membros da união monetária. O programa de reestrutuação foi apelidado no texto de “Plano Marshall Europeu”, fazendo referência ao plano instituído pelos Estados Unidos para reconstruir os países aliados europeus após a Segunda Guerra Mundial.

O rascunho também destaca a necessidade de todos os membros da zona do euro ficarem atentos a seus planos de austeridade fiscal. “Todos os estados membros da área do euro vão aderir estritamente às metas fiscais acordadas. Déficits em todos os países, com exceção daqueles sob resgate, serão reduzidos a níveis menores que 3% em 2013”, afirma o texto.

Novos poderes – O rascunho propõe, por fim, novos poderes ao Fundo de Estabilidade. De acordo com o texto, as autoridades do bloco concordam em permitir ao fundo intervir nos países por precaução e intervir no mercado secundário de títulos, a partir da análise do Banco Central Europeu e do aval unânime de países que participam do EFSF.

O Fundo Europeu também terá poderes para recapitalizar os bancos por meio de empréstimos concedidos aos governos da zona do euro, mesmo para aqueles que ainda não tenham recorrido a seus programas de socorro.

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