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Plano de supressão de empregos da PSA ‘deve ser renegociado’, diz Hollande

O plano de supressão de 8.000 empregos anunciado na quinta-feira pelo fabricante francês de automóveis PSA Peugeot Citroën é “inaceitável” e deve “ser renegociado”, afirmou neste sábado o presidente da França, François Hollande, em uma entrevista televisionada.

“O Estado não permitirá isso”, declarou o chefe de Estado na entrevista, concedida durante a festa nacional francesa.

“Este plano é inaceitável, deve ser renegociado”, acrescentou, lembrando que o governo nomeou um especialista para examinar as razões que levaram o grupo a tomar esta decisão.

O anúncio da PSA Peugeot Citroën de que suprimirá 8.000 empregos e fechará sua fábrica de Aulnay, perto de Paris, caiu como uma bomba na França e foi censurado pelo governo socialista, que rejeitou o plano.

O governo não pode proibir o fechamento das instalações de Aulnay, mas “podemos fazer com que Aulnay continue sendo um sítio industrial, da mesma forma que devem existir garantias sobre a permanência da indústria de Rennes”, outra fábrica situada em Bretanha (noroeste), onde, segundo o anúncio da PSA, serão eliminados 1.400 dos atuais 5.600 postos de trabalho.

O Estado poderá jogar com “o desemprego parcial”, com “a formação profissional” e com “os créditos que pudermos fornecer”, disse.

O governo socialista francês colocou a questão da competitividade das empresas no topo de sua agenda, após a perda de 400 mil empregos no setor manufatureiro nos cinco anos anteriores.