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Plano de cortes foi quase finalizado, diz ministro grego

Grécia quer cortar US$ 16,9 bilhões de gastos durante os anos de 2013 e 2014

Por Da Redação 29 ago 2012, 08h47

“O problema mais espinhoso é a redução dos salários de militares, policiais, professores, juízes, médicos de hospitais e clérigo”‘, explicou o ministro

O ministro das Finanças da Grécia, Yannis Stournaras, disse nesta quarta-feira que os líderes dos três partidos que formam a coalizão governista chegaram praticamente a um acordo sobre bilhões de euros em cortes orçamentários que o país terá de fazer para cumprir as condições de seus credores internacionais.

“O cenário básico foi finalizado. Existem um ou dois assuntos menores ainda pendentes. Vamos continuar conversando com os representantes dos partidos”, disse Stournaras, após reunião com os líderes da aliança no escritório do primeiro-ministro grego, Antonis Samaras.

“O problema mais espinhoso é a redução dos salários de militares, policiais, professores de universidade, juízes, médicos de hospitais e clérigo”‘, explicou o ministro, descartando recortar as pensões mínimas dos agricultores.

Cortes – A Grécia está se esforçando para estabelecer um montante de 13,5 bilhões de euros (16,9 bilhões de dólares) em cortes de gastos a serem implementados em 2013 e 2014 a fim de trazer o déficit orçamentário do país abaixo de 3% do PIB no prazo de dois anos, conforme prometido à troika de credores, que inclui a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A reunião com os líderes partidários precede a visita de uma delegação da troika a Atenas na semana que vem. Os cortes orçamentários, entre outras reformas, são uma pré-condição para a Grécia receber a próxima tranche de ajuda financeira externa, no valor de 31 bilhões de euros.

A expectativa é que a troika anuncie um veredicto sobre as reformas gregas no começo de outubro. No dia 8 daquele mês, os ministros das Finanças da zona do euro se reunirão, em Bruxelas, para decidir sobre a liberação da ajuda.

Também após a reunião, o líder do partido Esquerda Democrática, Fotis Kouvelis, disse que ainda não foi fechado um acordo sobre os cortes de gastos. “A avaliação das medidas ainda não foi concluída”, disse.

(Com agências EFE e Estado)

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