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Planalto identifica ao menos três movimentos ‘infiltrados’ na greve

Esses grupos estariam alimentando os focos que ainda querem manter os bloqueios, mesmo após o governo ter atendido reivindicações dos caminhoneiros

O governo apura se três movimentos políticos – “Intervenção militar já”, “Fora Temer” e “Lula livre” – se infiltraram na paralisação dos caminhoneiros. Eles estariam alimentando os focos que ainda querem manter os bloqueios, mesmo após ter boa parte de suas reivindicações atendidas ou ao menos encaminhadas. Essa é uma leitura feita nas reuniões do gabinete de crise montado pelo Palácio do Planalto na semana passada.

Os caminhoneiros falam abertamente do problema. “Para esses que têm posição extremista, esse ou qualquer outro acordo não iria funcionar porque a intenção não é resolver problemas, mas criar o caos e a instabilidade”, disse o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Ijuí, no Rio Grande do Sul, Carlos Alberto Litti. Para o líder gaúcho, o grupo mais resistente ao acordo é movido “por um tema político, e não econômico”.

“A pauta política existe, mas não vamos nos envolver. Tudo o que os autônomos precisam para voltar a ganhar dinheiro está aqui”, disse o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, ao exibir o acordo firmado na noite de domingo. Segundo líderes dos caminhoneiros informaram ao Planalto em reunião nesta segunda-feira 28, os infiltrados somariam algo como 10% a 15% do movimento. A informação foi recebida com irritação pelas autoridades federais, principalmente por envolver o “Fora Temer”.

Na segunda, o próprio ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, admitiu a possibilidade de haver infiltração política e informou que a Polícia Rodoviária Federal trabalha para apartá-los do movimento. “A PRF conhece as estradas onde trabalha, conhece quem é líder do movimento caminhoneiro e sabe das infiltrações políticas. Ela está mapeando e não quer cometer nenhuma injustiça. Com muita cautela, vai começar a separar os infiltrados.”

O governo avalia já ter feito tudo o que estava a seu alcance para atender à pauta dos caminhoneiros: redução da Cide e do PIS/Cofins no diesel, a promessa de congelamento de preço por sessenta dias – e depois reajustes a cada trinta dias -, a liberação da cobrança de pedágio sobre eixo suspenso (quando o caminhão trafega vazio e, por isso, suspende o terceiro eixo) e a reserva de 30% das cargas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para os caminhoneiros autônomos.

Mas, ao lado da pauta dos caminhoneiros, ganhou força a pauta política. E sobre essa ainda é impossível avaliar a intensidade e extensão do movimento. Os mais pessimistas não descartam o risco de, havendo crescimento dessa vertente, o protesto resvalar para algo semelhante às manifestações de 2013, quando atos que, inicialmente tinham como questão central a reclamação contra o aumento das passagens de ônibus ganharam dimensão muito maior.

Comentários

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  1. Paulo Bandarra

    Imagina uma pauta contra a corrupção política que reelegeria Lula se este não estivesse preso. Fala sério.

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  2. Paulo Bandarra

    Dilma eleita senadora por Minas!

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  3. ESTES MOVIMENTOS SÃO CONTRA O BRASIL, APENAS QUEREM INICIAR UMA DITADURA MILITAR E CAUSAR O RETROCESSO NO PAÍS, NÃO EXISTE UM ÚNICO PAÍS DO PRIMEIRO MUNDO(EUA, CANADÁ, AUSTRÁLIA, INGLATERRA, SUÉCIA, SUÍÇA, FRANÇA, ALEMANHA, ITÁLIA, ETC…) QUE SEJA UMA DITADURA CIVIL OU MILITAR.

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  4. QUAL PAÍS DO PRIMEIRO MUNDO E UM DITADURA MILITAR OU CIVIL????

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  5. SE VOCÊS ESTÃO POSTANDO AQUI É PORQUE O BRASIL É UM DEMOCRACIA, SE FOSSE UM DITADURA CIVIL OU MILITAR NEM FACE OU DIREITO A EXPRESSÃO TERÍAMOS.

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  6. Atsushi Shiino

    Ótima oportunidade para eliminar de vez PIS/COFINS e readequar os orçamento de vez. Esses impostos e outros penduricalhos devem ser eliminados para tornar a burocracia enxuta.

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  7. Fernando Silva da Cruz

    Emerson, seu desinformado! todos esse países, com exceção dos EUA, foram, em algum momento histórico uma ditadura civil, militar ou monárquica.

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