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Pix: quem fala mal do sistema de pagamento não defende os brasileiros, diz diretor do BC

Comentário de Paulo Picchetti sucede novas críticas do governo americano contra o Pix

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 abr 2026, 11h39
Pix: quem fala mal do sistema de pagamento não defende os brasileiros, diz diretor do BC Priorize VEJA no Google

O diretor de assuntos internacionais e de gestão de risco do Banco Central, Paulo Picchetti, saiu em defesa do Pix com afirmações contundentes. “Quem fala mal do Pix tem interesses que não são os da população brasileira”, disse após evento da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, na segunda-feira, 6.

A fala do diretor do Banco Central ocorre poucos dias depois do governo dos Estados Unidos divulgar um documento em que o sistema de pagamentos brasileiro é descrito como prejudicial às empresas americanas de cartão de crédito, como as gigantes Visa e Mastercard.

Ao comentar o tema, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania nacional ao dizer que “o Pix é do Brasil” e “ninguém vai fazer a gente mudar o Pix”, após evento na Bahia, na última quinta-feira.

O governo dos Estados Unidos alega que o Pix apresenta práticas desleais no mercado de pagamentos, prejudicando a concorrência com multinacionais americanas. O método de pagamento brasileiro é gratuito tanto para os consumidores quanto para os lojistas, além de instantâneo no recebimento de valores.

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Picchetti acumula interinamente a função de diretor de política monetária do BC enquanto um novo nome não é adicionado ao colegiado. O representante da autoridade monetária marcou presença no XII Seminário Anual de Política Monetária, promovido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

Durante o evento da FGV, Picchetti falou sobre a evolução de moedas digitais e da agenda do BC sobre esse tema. O sistema Drex é a aposta do BC para a criação de um “real digital”. Ele utiliza tecnologia de blockchain, já empregada por criptomoedas como o Bitcoin, mas ainda sob a regulação do BC.

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