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Pix por aproximação deixa de ter limite de R$ 500 a partir desta quinta-feira

Pagamentos acima desse valor poderão ser realizados por aproximação, desde que respeitem os limites de segurança definidos para cada conta

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 out 2026, 10h24 | Atualizado em 1 out 2026, 11h34
Pix por aproximação deixa de ter limite de R$ 500 a partir desta quinta-feira Priorize VEJA no Google

O Pix por aproximação passa a funcionar com novas regras a partir desta quinta-feira (1º). O Banco Central (BC) extinguiu o limite fixo de 500 reais por operação nessa modalidade, permitindo que os usuários realizem pagamentos de valores superiores, desde que respeitem os limites de segurança estabelecidos para suas contas.

A mudança foi anunciada pela autoridade monetária em junho e formalizada por meio da Instrução Normativa BCB nº 746. Com a nova regra, os clientes poderão solicitar às instituições financeiras a alteração dos valores autorizados para esse tipo de transação, tanto para aumentar quanto para reduzir os limites.

Os bancos também deverão oferecer, em seus aplicativos, ferramentas para que os usuários administrem essas configurações. Para modificar os valores, será necessário acessar as configurações do Pix no aplicativo da instituição, localizar a área de gerenciamento de limites e solicitar o ajuste desejado, seguindo os procedimentos de autenticação exigidos pelo banco.

A retirada do teto, porém, não significa que qualquer valor poderá ser transferido automaticamente. As operações continuarão submetidas aos mecanismos de proteção e aos limites individuais definidos pelas instituições. Na prática, um cliente poderá pagar 600 reais ou 1 mil reais utilizando o Pix por aproximação, por exemplo, caso os parâmetros de segurança de sua conta permitam a operação.

A Instrução Normativa também estabelece mudanças aplicáveis a outras modalidades de iniciação de pagamentos, incluindo operações realizadas por QR Code, chaves de acesso e pela jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance, sistema que possibilita o compartilhamento de informações entre instituições financeiras.

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Como funciona o Pix por aproximação

Disponível desde fevereiro de 2025, o Pix por aproximação permite efetuar pagamentos encostando o celular ou relógio inteligente em uma maquininha, sem precisar inserir manualmente os dados da transação. O funcionamento utiliza a tecnologia NFC, que possibilita a comunicação entre dispositivos próximos.

A modalidade pode ser acessada por meio de aplicativos bancários ou carteiras digitais compatíveis, desde que a conta esteja previamente vinculada ao serviço. Atualmente, o recurso está disponível em aparelhos Android, incluindo aqueles que utilizam carteiras digitais como Google Pay e Samsung Wallet.

Nos iPhones, entretanto, a funcionalidade ainda não está disponível. Isso ocorre porque a Apple ainda não permite que aplicativos de carteiras digitais atuem como Iniciadores de Transação de Pagamento (ITPs), condição necessária para viabilizar esse tipo de operação.

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Para utilizar o serviço por meio de uma carteira digital, o consumidor precisa cadastrar sua conta bancária e autorizar a vinculação pelo aplicativo da instituição financeira. Depois da configuração, basta informar ao estabelecimento que pretende pagar com Pix, verificar as informações da cobrança e aproximar o aparelho da maquininha. A depender das configurações adotadas pelo banco e pela carteira, poderá ser solicitada uma autenticação adicional.

Cuidados com a segurança

“A retirada do teto fixo de R$ 500 não significa que o Pix por aproximação passa a funcionar sem limites. A modalidade passa a seguir a lógica geral de limites do Pix, estabelecidos pelas instituições considerando o perfil do cliente e critérios de segurança e prevenção a fraudes”, diz a advogada Bárbara Oliveira da Silva, associada do escritório Barcellos Tucunduva e especializada em regulação financeira.

Com a possibilidade de realizar pagamentos acima de 500 reais, a conferência das informações da operação ganha importância. Antes de aproximar o aparelho, o usuário deve verificar se o valor apresentado na maquininha corresponde à cobrança e se os dados do estabelecimento estão corretos.

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Também é recomendável manter ativos os mecanismos de bloqueio de tela e autenticação do celular, evitar entregar o aparelho desbloqueado a terceiros e acompanhar as notificações das movimentações bancárias.

Os limites configurados no aplicativo da instituição financeira também devem ser revisados periodicamente. A eliminação do teto específico não representa o fim dos mecanismos de prevenção a fraudes e movimentações suspeitas.

“Para bancos e instituições de pagamento, a mudança reforça a importância de informar de forma clara ao cliente quais são os limites aplicáveis e como funciona a gestão desses limites, além de manter mecanismos adequados de prevenção e gerenciamento de fraudes”, diz Oliveira da Silva.

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Pix por aproximação ainda tem baixa adesão

Apesar de o Pix ter se consolidado como um dos principais meios de pagamento do país desde sua criação, em 2020, a modalidade por aproximação ainda representa uma parcela reduzida das operações.

Em agosto, o sistema movimentou mais de 3,73 trilhões de reais, distribuídos em aproximadamente 8,11 bilhões de transações. No mesmo período, o Pix por aproximação contabilizou cerca de 2 milhões de operações, o equivalente a 0,06% do total.

Ainda assim, a modalidade apresenta crescimento no número de pagamentos. Em janeiro, foram registradas 1,06 milhão de transações, volume que praticamente dobrou até agosto.

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