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Pioram índices de confiança do comércio e serviços

Indicadores calculados pela FGV que medem o ânimo dos empresários dos dois setores recuaram mais de 4% na passagem de julho para agosto

O Índice de Confiança do Comércio (Icom), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), recuou 4,1% em agosto ante julho, atingindo o menor nível da série histórica iniciada em 2010. Além de ser o pior resultado em cinco anos, esta é a quarta queda seguida observada no indicador neste ano.

Em agosto, o índice, que mensura o ânimo dos empresários do setor, marcou 86,1 pontos ante 89,9 pontos no mês passado, quando caiu 0,9%. O índice da Situação Atual, que afere a percepção dos executivos no momento atual, recuou 12,1% na passagem de julho para agosto. Já o Índice de Expectativas, que leva em conta as projeções para os próximos meses, teve uma ligeira alta de 0,4%.

“A deterioração da percepção sobre o nível atual de demanda mostra que o comércio continua enfrentando dificuldades no terceiro trimestre”, afirmou, em nota, o superintendente-adjunto para ciclos econômicos da FGV/IBRE, Aloisio Campelo Jr.

Já o Índice de Confiança de Serviços (ICS), também contabilizado pela FGV, recuou 4,7% em agosto sobre o mês anterior, sendo a quarta queda consecutiva e alcançando a mínima histórica pela sexta vez neste ano – a série foi iniciada em 2008. O Índice da Situação Atual caiu 9,6% no período, e o Índice de Expectativas (IE-S) decresceu 1,7%.

“A fragilidade na demanda, tanto das empresas quanto das famílias, vem impactando negativamente a atividade do setor, com reflexos imediatos no mercado de trabalho, uma vez que este é o setor mais empregador da economia”, afirmou, em nota, o consultor da FGV/IBRE Silvio Sales.

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(Da redação)