ASSINE VEJA NEGÓCIOS

Ping Pong e Ploc voltam ao mercado? Mondelez recorre contra perda das marcas

Multinacional afirma que retirada dos produtos foi uma decisão empresarial; ASC pediu os registros e planeja lançar novas versões dos chicletes

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 ago 2026, 15h13 | Atualizado em 3 ago 2026, 17h02
Ping Pong e Ploc voltam ao mercado? Mondelez recorre contra perda das marcas Priorizar nos meus resultados Google
Continua após a publicidade

A disputa pelas marcas Ping Pong e Ploc ganhou um novo capítulo. A Mondelez recorreu de duas das 15 decisões que determinaram a caducidade de registros ligados aos chicletes, fora do mercado brasileiro há mais de uma década. As informações são da ASC Brands, responsável pelos pedidos apresentados ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

A caducidade é a perda do registro por falta de uso. A Lei da Propriedade Industrial permite a medida quando uma marca deixa de ser explorada por mais de cinco anos consecutivos.

A ASC apresentou 15 pedidos de caducidade relacionados a Ping Pong e Ploc. Segundo a empresa, todos foram julgados pelo INPI. A companhia também protocolou dois pedidos para registrar as marcas em seu próprio nome.

Continua após a publicidade

De acordo com a ASC, a Mondelez apresentou defesa em apenas dois dos 15 processos e recorreu das duas decisões correspondentes. A multinacional também contestou os pedidos de registro feitos pela ASC. A empresa afirma que entregará suas manifestações aos recursos nos próximos dias.

O que argumenta a Mondelez

Nos processos, a Mondelez reconheceu que os chicletes deixaram de ser comercializados em 2015, mas alegou que a interrupção fez parte de uma estratégia empresarial para um futuro relançamento.

Continua após a publicidade

A multinacional sustenta que Ping Pong e Ploc continuam sendo ativos de elevado valor comercial e com forte reconhecimento entre os consumidores brasileiros. Também argumenta que o retorno de marcas tradicionais exige planejamento, estudos de mercado, definição dos canais de distribuição e reorganização comercial.

Em suas defesas, a companhia acusou a ASC de abuso de direito e enriquecimento ilícito. Também afirmou que a empresa tenta se beneficiar da reputação construída pelas marcas ao longo de décadas. Nos recursos, a Mondelez defendeu que o INPI adotou uma interpretação excessivamente formalista sobre a utilização dos registros.

ASC planeja novas versões

A ASC contesta os argumentos e afirma que o reconhecimento de que os produtos estão fora do mercado desde 2015 comprova a interrupção do uso por período superior ao permitido pela legislação.

Continua após a publicidade

A empresa também aponta uma contradição na posição da Mondelez. Segundo a ASC, a multinacional já apresentou ao menos três pedidos de caducidade contra marcas de outras empresas sob a alegação de falta de exploração comercial. Os casos envolvem Lancy, Liquifresh e Castanha Ouro Branco.

A ASC afirma que pretende lançar “uma nova Ping Pong e uma nova Ploc”, mas ainda não divulgou prazo, fabricante ou investimento previsto. A empresa já lançou a goma de mascar Oxgum por meio de um licenciamento com a torcida organizada Fiel Macabra.

Apesar da disputa, a ASC informou que existe a possibilidade de um acordo com a Mondelez. A eventual volta dos chicletes depende da definição dos recursos e dos pedidos de registro analisados pelo INPI.

Continua após a publicidade

Procurada por VEJA, a Mondelez Brasil informou que não comenta processos em andamento.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão O MÊS É DO CLIENTE. e em branco A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua.. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos, e ao lado, uma árvore estilizada em verde-limãoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo manchetes e produtos, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).