Pimentel descarta necessidade de mudar IPI dos importados

Ministro participa de reunião com a Anfavea; Planalto quer impedir que as montadoras instaladas no país – mesmo com o IPI que as protege – realizem demissões

Por Da Redação - 25 out 2011, 15h06

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse nesta terça-feira não ver necessidade de alterar a política do governo de elevar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre carros importados.

Ao chegar para a reunião com os ministros da Fazenda, Guido Mantega; da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e representantes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Pimentel foi questionado por repórteres sobre a mudança no IPI.

O ministro citou uma notícia sobre a montadora chinesa Chery, que pretende antecipar produção no Brasil por conta do imposto e questionou: “Para que mudar?”

Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a elevação em 30 pontos percentuais na alíquota de IPI para carros importados só passa a valer a partir de dezembro, e não desde setembro, como queria o governo federal.

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Ordem de Dilma – O encontro com representantes da Anfavea nesta terça-feira foi marcado por ordem da presidente Dilma Rousseff, que exigiu de seus ministros reação ante as notícias de que as empresas pretendem demitir ou anunciar férias coletivas no país diante da desaceleração das vendas. No entendimento do Planalto, as montadoras precisam dar uma contrapartida ante o fato de que o governo autorizou o aumento do IPI sobre os importados justamente para protegê-las da forte concorrência. A preocupação do governo com o emprego ficou ainda maior depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) postergou o início do aumento do IPI, o que pode levar a um novo aumento temporário das importações. A General Motors, nesta semana, já iniciou um PDV (programa de demissões voluntárias).

(com Reuters)

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