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PIB: queda de 3,6% no investimento reflete temor com instabilidade do país

Recuo de 27,4% no Investimento Direto no acumulado de doze meses mostra que empresas estão enviando capital para a matriz e adiando reinvestir no Brasil

Por Luisa Purchio Atualizado em 1 set 2021, 15h04 - Publicado em 1 set 2021, 10h44

Na manhã desta quarta-feira, 1º, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o resultado PIB no segundo trimestre de 2021, que recuou 0,1%. Entre os destaques que puxaram o resultado para baixo, os dados sobre o investimento no país reforçam a visão de que a ampliação dos riscos político e fiscal está afugentando o capital de longo prazo. Os dados de investimento no período, também conhecidos como Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), mostram uma queda de 3,6% entre abril e junho de 2021 em relação aos três meses anteriores.

Este capital é considerado um dos mais importantes para o crescimento do país, uma vez que indica o investimento das empresas no aumento da sua capacidade de produção. Além da instabilidade institucional, a crise hídrica é um dos empecilhos da atração deste capital, o que atrapalha a produção e o crescimento econômico a longo prazo.

“Este recuo não é uma surpresa. A gente vem acompanhando estes dados através de contas externas e o Investimento Direto no Brasil vem mostrando uma forte desaceleração. As empresas estão postergando ou evitando reinvestir seu capital no país. Além de não reinvestir, elas estão mandando o dinheiro de volta para a matriz e adiando a decisão de ampliar plantas por aqui”, diz Camila Abdelmalack, economista da Veedha.

Dados do Banco Central mostram que nos doze meses encerrados em julho de 2021 o Investimento Direto no País (IDP) totalizou 47,5 bilhões de dólares, ou 3,04% do PIB, uma queda expressiva, de 27,4%, em relação ao mesmo período do ano anterior, de 65,5 bilhões de dólares, ou 4,06% do PIB.

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