A economia dos Estados Unidos cresceu a um ritmo anualizado de 1,5% no segundo trimestre de 2026, entre abril e junho, segundo a segunda estimativa divulgada nesta quarta-feira, 26, pelo Bureau of Economic Analysis (BEA). O resultado ficou estável em relação à primeira estimativa e representa uma desaceleração diante da expansão de 2,1% registrada no primeiro trimestre.
O avanço do Produto Interno Bruto (PIB) foi sustentado principalmente pelo aumento dos gastos dos consumidores, das exportações e dos investimentos. Esses fatores, no entanto, foram parcialmente compensados pela queda dos gastos do governo. As importações também cresceram no período, o que reduz o resultado final do PIB.
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Apesar da desaceleração, a demanda doméstica privada mostrou uma dinâmica mais forte. As vendas finais reais para compradores domésticos privados, que reúnem os gastos dos consumidores e o investimento fixo privado, cresceram 4,2% no segundo trimestre, uma revisão para cima de 0,3 ponto percentual em relação à estimativa anterior.
Inflação segue como ponto de atenção
O principal ponto de cautela continua sendo a inflação. O índice de preços das compras domésticas brutas avançou 5,8% no segundo trimestre. Já o índice de preços dos gastos de consumo pessoal (PCE), uma das principais referências acompanhadas pelo Federal Reserve, subiu 5,3%. O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, avançou 3,6%, também acima do registrado anteriormente. Os três indicadores foram revisados para cima em relação à primeira estimativa.
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Os números reforçam o desafio para o Fed, que precisa equilibrar o controle da inflação com uma economia que começa a mostrar sinais de desaceleração. A combinação entre crescimento mais moderado e preços ainda pressionados pode limitar o espaço para uma flexibilização mais agressiva da política monetária.
Outro indicador divulgado pelo BEA mostrou uma leitura um pouco mais positiva sobre a renda gerada pela economia. O Produto Interno Bruto pela ótica da renda (GDI) cresceu 2,2% no segundo trimestre, acelerando em relação ao avanço de 1,2% nos três primeiros meses do ano.
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A média entre PIB e GDI, considerada uma medida mais ampla da atividade econômica, avançou 1,8%, ante 1,7% no primeiro trimestre. Os lucros das empresas também apresentaram forte alta. Os lucros da produção corrente cresceram 400,9 bilhões de dólares no segundo trimestre, depois de terem aumentado 74,4 bilhões de dólares nos três primeiros meses do ano.