PF indicia 17 pessoas por vazamento na Bacia de Campos

Todas elas responderão por crime ambiental. Dezesseis são acusadas de falsidade ideológica. A Chevron e a Transocean também foram indiciadas

Por Da Redação - 21 dez 2011, 21h28

Para a PF, as empresas assumiram o risco do acidente ao recorrerem a perfurações temerárias, movidas pela ganância de seus executivos.

Entre os indiciados está o presidente da Chevron no Brasil, George Buck.

Indiciados podem pegar até 14 anos de prisão. Empresas podem ser proibidas de atuar no país.

A Polícia Federal indiciou nesta quarta-feira 17 pessoas, bem como as empresas Chevron e Transocean, pelo vazamento de petróleo ocorrido no início de novembro no Campo do Frade, na Bacia de Campos. Todas responderão por crime ambiental. As informações foram veiculadas pelo Jornal Nacional, da TV Globo, que teve acesso ao relatório da PF.

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Entre os indiciados está o presidente da Chevron no Brasil, George Buck. Dezesseis pessoas responderão ainda, segundo o JN, por falsidade ideológica, pois a Polícia Federal entendeu que elas sonegaram informações sobre o derramamento. Os indiciados teriam até editado vídeos do acidente para dificultar a investigação.

A pena máxima prevista em caso de condenação em todos os crimes denunciados pela Polícia Federal é de até 14 anos de prisão. No caso das empresas, a condenação pode representar até a proibição de exercer atividades no Brasil.

A investigação apontou que a causa do vazamento foi excesso de pressão no poço. Para as autoridades, as duas empresas assumiram o risco do acidente ao recorrerem a perfurações temerárias, movidas pela ganância de seus executivos e funcionários. A Polícia afirma que os indiciados agiram de forma “leviana e irresponsável” ao perfurarem um poço que “não podia e não devia” ter sido perfurado. A PF aponta ainda que as empresas sabiam que estavam perfurando uma região de alta pressão.

“As empresas Chevron e Transocean atuam ou, pelo menos, atuaram aqui nesse caso, de maneira leviana e irresponsável. Estavam trabalhando no limite do limite, como foi admitido por várias das pessoas que vieram depor”, afirmou à reportagem do JN o delegado Fábio Scliar, que comandou as investigações.

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