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PF desbarata quadrilha que aplicava golpe da Mega-Sena

Esquema pode ter desviado até 73 milhões de reais dos cofres da Caixa; gerente da agência bancária foi preso

A Polícia Federal deflagrou uma operação na manhã deste sábado para combater uma fraude de 73 milhões de reais contra a Caixa Econômica Federal. A Operação Éskhara ocorreu simultaneamente em três Estados. Foram cumpridos 5 mandados de prisão preventiva, 10 de busca e apreensão e 1 de condução coercitiva em Goiás, Maranhão e São Paulo.

Segundo informações divulgadas pela PF, em dezembro do ano passado, uma organização criminosa forjou um bilhete premiado da Mega-Sena e abriu uma conta corrente no banco em nome do ganhador fictício do prêmio. O crime ocorreu na cidade de Tocantinópolis (TO).

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Assim que o dinheiro foi creditado, foi automaticamente transferido para diversas contas. A Caixa detectou a irregularidade e acionou a PF. Há ainda indícios da participação de um suplente de deputado federal do estado do Maranhão no crime. No decorrer da investigação, foi preso o gerente geral da agência de Tocantinópolis.

Segundo a PF, até o momento, já foram recuperados aproximadamente 70% do dinheiro desviado. Participam da operação 65 policiais federais dos estados do Tocantins, Goiás, Maranhão e São Paulo.

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Os envolvidos responderão pelos crimes de peculato, receptação majorada, formação de quadrilha e da Lei 9.613/98 (lavagem de dinheiro), cujas penas somadas, caso condenados, podem chegar a 29 anos de reclusão. Segundo a Caixa, trata-se do maior desvio de dinheiro da história da instituição.