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Petróleo sobe e fecha acima de US$ 93 com fundos

Por Da Redação - 25 out 2011, 17h41

Por Paula Moura

Nova York – Os preços dos contratos futuros de petróleo na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam no maiornível em cerca de três meses devido ao aumento da compra de fundos impulsionada pela redução dos estoques de petróleo nos Estados Unidos.

O contrato do petróleo para dezembro negociado na Nymex avançou US$ 1,90, ou 2,08%, para US$ 93,17 por barril. É o maior preço desde 2 de agosto. Assim, a diferença de preço entre o contrato para dezembro e o contrato para janeiro de 2012 passou a ser de US$ 0,24, maior diferença entre os dois contratos em três anos.

A expectativa de que os estoques americanos continuem abaixo dos níveis médios de cinco anos levou os investidores a comprar contratos futuros com vencimento mais próximo. Nos últimos três dias, o contrato para dezembro na Nymex acumulou alta de 8,2%, revertendo uma estrutura de mercado de três anos em que os primeiros vencimentos eram negociados com desconto em relação aos vencimentos mais distantes.

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Carl Larry, diretor de pesquisa e derivativos da Blue Ocean Brokerage, disse que vários fatores tornam atrativos os contratos futuros americanos, mas não em base de fundamentos. “Não é uma compra, mas uma jogada”, disse, explicando que os fundos de hedge e outros investidores foram “pegos de calças curtas e agora estão lutando” para cobrir apostas de uma queda futura nos preços enquanto os estoques registraram queda forte e inesperada nas últimas semanas.

Os traders “estão observando os dados sobre estoques, entrando em pânico e desfazendo as posições” assumidas com base nas expectativas de uma forte queda dos preços, afirmou Larry. “Não é algo que vai durar muito, é uma ação para sair e cobrir”, disse, acrescentando acreditar que o rali pode estacionar em US$ 96 o barril, preço registrado pela última vez no final de julho.

Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para dezembro recuou US$ 0,53, ou 0,47%, para US$ 110,92 por barril. Os preços do Brent têm sido pressionados pelo aumento da oferta da Líbia e da Nigéria. As informações são da Dow Jones.

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