Petróleo supera US$ 100 por barril com escalada da guerra no Oriente Médio
Conflito se intensifica com duas frentes de bloqueio ao transporte de petróleo
Os preços do petróleo dispararam nesta quinta-feira, 23, à medida que o conflito no Oriente Médio se intensificou. Nos últimos dias, a guerra ganhou uma nova frente no mar: além das tensões no Estreito de Ormuz, navios ligados à Arábia Saudita passaram a ser alvo de ataques dos rebeldes hutis no Mar Vermelho, aumentando os riscos para o transporte global da commodity.
Por volta das 11h, o petróleo avançava 7,14%, cotado a 100,79 dólares por barril, a máxima do pregão até o momento. A alta reflete o temor de que a ampliação do conflito comprometa ainda mais o fluxo de petróleo na região, por onde passa uma parcela significativa da produção mundial.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quinta-feira ter impedido a passagem de três petroleiros pelo Estreito de Ormuz, em meio à disputa com os Estados Unidos pelo controle dessa importante rota marítima.
“Após um deles explodir e pegar fogo, os outros dois rapidamente deram meia-volta e se retiraram”, informou a corporação em comunicado, sem detalhar quando o incidente ocorreu.
Ao mesmo tempo, os ataques dos hutis continuam no Mar Vermelho, ampliando as preocupações com a segurança da navegação. O Ministério das Relações Exteriores de Omã, um dos principais mediadores entre os hutis e a Arábia Saudita, informou que trabalha para retomar as negociações diplomáticas entre as partes e buscar uma solução que permita “alcançar a segurança e a estabilidade na região”. A declaração foi feita um dia após um ataque hutis contra um navio saudita no Mar Vermelho.
Já o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quinta-feira que os rebeldes hutis do Iêmen foram “enganados” pelo Irã ao atacar embarcações sauditas no Mar Vermelho.
“Os hutis geralmente demonstram inteligência (…), mas parece que agora foram induzidos ao erro ao atacar a Arábia Saudita e seus navios”, disse Rubio a jornalistas em Manila, acrescentando que espera uma desescalada do conflito.
Além das tensões marítimas, o confronto também se intensificou em terra. Os exércitos da Jordânia e do Kuwait informaram nesta quinta-feira que interceptaram novas salvas de mísseis e drones iranianos, enquanto o Exército e a Guarda Revolucionária do Irã afirmaram ter atacado alvos americanos localizados nos dois países.
Segundo o Exército jordaniano, três mísseis iranianos foram interceptados na manhã desta quinta-feira, enquanto um quarto caiu em uma área desabitada. Já as Forças Armadas do Kuwait informaram durante a madrugada que também interceptaram “ameaças hostis de drones”, sem detalhar quais eram os alvos.







